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Des i - depois, em seguida

Uma perspetiva a dois: cultura, mundo, opinião.

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Uma perspetiva a dois: cultura, mundo, opinião.

“É de puros para puros.”

MEMÓRIAS DE UM ASSASSINO ROMÂNTICO 

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Autor: Carlos Ademar, 2008
País: Portugal
Editora: Oficina do Livro

 


Carlos Ademar nasceu em 1960, em Vinhais (Bragança), no início de uma década recheada de acontecimentos e mudanças no mundo. Foi investigador criminal na Polícia Judiciária. Após, 20 anos ligado à investigação, é agora professor de Ciências Criminais na Escola de Polícia Judiciária.

Em Julho foi apresentado o seu novo livro, "Na Vertigem da Traição", contudo, debruçamo-nos sobre "Memórias De Um Assassino Romântico", o seu quarto livro. Carlos Ademar utilizou uma forma de escrita, que envolve os pensamentos contemporâneos do dia-a-dia, na personagem principal, Xavier. Tornando-se num circuito visível que as estórias vencem, quando não passam apenas de um trabalho rotineiro, entediante. Um retrato fiel, de uma «justiça de valores», que o autor não pretende que “seja um manual”, “mas que leve à reflexão do leitor sobre os caminhos que andamos a trilhar, dando prevalência ao individualismo em detrimento do bem colectivo.”, “sobre o papel do Homem face ao seu semelhante e deixar de ver nele apenas um concorrente que é preciso abater antes que ele se antecipe”.

Para Carlos Ademar

“o acto da escrita não é sinónimo do tal sofrimento atroz que muitos escritores alegam sentir quando a exercem.”

Entende que “a escrita tem de ser interventiva.”, “o escritor não pode ser neutro, tem de tomar partido”. “A literatura, como aliás sempre fez ao longo da História, denuncia situações degradantes para o Homem” e assim, entende-a “como um contributo altamente positivo para a felicidade comum”. Desta forma e como resulta lógico, “não podemos deixar de ver essa vertente da literatura como um sinal de franco optimismo.”

“A única retribuição a que aspiram (os puros) é aquela que deles próprios emana, a que lhes vem de dentro e que resulta da prática do bem, do sentimento humanista do dever cumprido em plenitude.”“Agora permitam-me um apelo: não se esqueçam das palavras do mestre Da Vinci que estão no início do texto, «…que dirigis os vossos pensamentos para o individual» pu-las lá para isso mesmo, procurem a vossa felicidade sem prejudicarem a dos outros. Só assim a Justiça Natural se cumprirá.”

Blogue do Autor: http://a-de-mar.blogspot.pt/