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Des i - depois, em seguida

CULTURA | MUNDO | ENTREVISTAS | OPINIÃO

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Ana Luísa Costa

Sexta-feira. 29 de Setembro. Destino: Leiria. 
140 km de estrada,  IP3 e A1.  1 hora e 40 minutos. Um caos para estacionar.
Teatro Miguel Franco aconchegado com amigos, família, ex-namorados, curiosos; foi natal em Setembro. 22 horas em ponto. Ana Luísa Costa assume a comédia em palco como Anita, nos Humor de Mãe.  Quatro dias antes entrava em desespero. Não tinha nada para vestir. (São imagens de uma mulher desesperada, não aconselháveis a pessoas mais sensíveis." )

in Diário De Um Psicopata que Gosta De Mulheres com Humor

Ana Luísa Costa é actriz, comediante, empreendedora, modelo reformada, mulher entre homens. Tem uma mãe muito à frente. 

 

A leiriense dos 7 ofícios que vive em Alfama. Ave Anita cheia de graça.

 

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 © Carlos Nascimento

Star Wars VS Cinema independente?

 Nunca vi o Star Wars, só o Star Whores e gostei, era dinâmico.  Parecia independente.

 

Stand-up Comedy VS Silêncio? 

 Eu adoro usar o silêncio nas minhas actuações de stand-up comedy. É incrível como consigo incomodar tanto as pessoas sem abrir a boca. Já dizia a minha mãe.


Estudo VS Improviso? 

 Um feliz casamento entre ambos, o primeiro leva ao segundo.


Humor VS Amor? 

 O humor é "A Arma". O humor amplia largamente o prazo de validade do Amor.


Amigos VS Família?

 Agora que falas nisso era giro ver os meus amigos à batatada com os meus tios e primos.


Sim VS Não? 

 Quando alguém me começa a dirigir um convite digo logo não. Mas já aprendi a deixar as pessoas terminarem as frases...


Sala de espera VS Bar?

 Bar (onde houver vinho)

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 © Rafael Santos 

Alfama VS Leiria?

 ALFAMA!!!


Com côdea VS Sem côdea? 

 Sem côdea. Tenho menos dois dentes do que tu porque nunca nasceram.

 

 Rosa VS Mocinho?

 Ahahahaha! Já vi essa competição e saíram os dois a ganhar.


Berlindes VS Sopa de letras? 

 Berlindes, sou mais bolas.


Palco VS Casa? 

 Onde der para fazer o amor.


Chinó VS Meia branca?

 Adoro meias brancas. Nua só com meias brancas. Tem resultado.


Signos VS Descoberta? 

 Parto à descoberta depois de saber o signo.


Sorriso VS olhar?

 Domino o olhar desde 1986.


Perfeito VS Imperfeito? 

 Imperfeito. Não há alternativa.

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 ©Carlos Nascimento

Passado VS Futuro? 

 Passado não! Para a frente é que é Lisboa.


Sonho VS Realidade? 

 O equlíbrio. Sou a típica sonhadora com amigos imaginários.


Coração VS Cérebro? 

Coração. ❤ O meu cérebro às vezes não funciona bem... Principalmente com matemática.


Medo VS Conquista? 

 Considero-me uma medricas mas, mesmo assim, tenho feito as minhas conquistas. Uma delas, estar sozinha em palco sob um holofote e com um mirofone na mão como única arma de defesa pessoal.

Obrigado, Luisa. Gosto tanto de ti. 

 

Rodrigo Saraiva

Rodrigo Saraiva é actor camaleão (dos grandes) e argumentista. Nasceu em 1982, tem sentido de humor, porreiro e é pai. Estreou-se aos 12 anos na peça Jasmim e o Sonho do Cinema de Filipe La Féria.

Quem não se lembra da canção Coração de Papelão? Do Rafa? Do Jacinto Sousa? Do Pimentel? Então é um ovo podre.

 

ACERCA DE RODRIGO
 
"What's wrong with being in the shadows of giants?
The only thing bigger than a giant is his shadow."

  • (in Facebook)



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 © Inês Dionísio 


1910 VS 1982?
 1982. Seria má gestão de recursos preferir a implementação da república em detrimento do meu nascimento. 82 é uma colheita simpática, tive sorte.


Palco VS Bastidores?
Ambas. Um no avesso do outro, complementares que são. A purga silenciosa do primeiro, a ruidosa pressa do segundo.


Cético VS Confiante?

 Cético veterano mas incrível a disfarçar. Acho graça a alguns estigmas que cristalizam com o passar do tempo. Passo, com relativa facilidade, por confiante. Valências de um bluff com pernas.


Clarividência VS Cegueira?
 Clarividência. O mais bonito presente envenenado de todos.


Memórias VS Acasos?
  Acasos. A memória é um velho preguiçoso que invoca mais do que mexe as peças do tabuleiro. Os acasos são poeticamente sumarentos até se tornarem, também eles, memórias.


Som VS Escrita?
 Escrever é sexo com amor. Não é possível estar mais despido do que a escrever e esse exercício de vulnerabilidade é das coisas mais fascinantes que faço, sem calendário, sem qualquer regime de obrigatoriedade. Mas a música é o derradeiro preliminar para tudo e tem um lugar peculiar no pódio. Proteína e guarnição, em quantidades iguais.


Primeiro Capítulo VS Último Capítulo?
 Primeiro capítulo. É-me impossível renegar o que tenho de infantil e de curioso. Gosto de desfechos, por definição, mas começar coisas convoca o o nosso máximo brio. Gosto de me esforçar e do sabor disso, animicamente.

 

 

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 © Rui Carlos Mateus


Lá Fora VS Cá Dentro?
 "Sem paredes pelo meio" serve? Quando cheguei os homens tinham já fronteiras erguidas. Mas não as sinto, efectivamente. Qualquer sítio é um sítio.


Enlatados VS Naturais?
Naturais. Não há nada de convidativo, ainda que para fins de conservação, que seja proveniente de um ambiente de clausura. A analogia é fraquinha mas tem uma margem de interpretação que vai de fruta a pessoas.


Insólitos VS Políticas?
Insólitos. As políticas são sobrevalorizadas e altamente separatistas. Os insólitos, e isto é estatístico, tendem a aproximar-nos.


Zoom VS Zapping?
 Zoom. De fora pra dentro, de dentro pra fora. Se for sinónimo de nos questionarmos justifica-se que nuca mais acabe. Zapping é o reverso da moeda, é a distracção auto-infligida.


Ideologia VS Identidade?
 Identidade. É a única imutável de ambas. A identidade é uma valência estanque, sem flutuações. A Ideologia puxa-nos por um braço e vai.


Pessoa VS Eça?
 Fácil. Pessoa. Com todas as pessoas que trazia. Em linguagem de ping-pong o resultado do embate destes dois chamar-se-ia "capote".


Hoje VS Amor?
 Os dois em conchinha no mesmo envelope. Nada a menos, nada a mais.


Medo VS Conquista?
 Conquista do medo. Possivelmente a maior pedra no sapato do bicho que somos. Aos ombros do medo, por causa do medo, em nome do medo fazemos burrices inqualificáveis. Piora quando o medo se alastra à hora de as olhar de frente. Trabalhar o medo é a varrer a casa que somos.


Coração VS Cérebro?
 Acho imbecil que vivam em oposição. Acho imbecil a ideia de nos dividirmos em duas tribos e duas formas de estar. Lugares comuns à parte, parece-me evidente que vivemos emparedados nos empréstimos de um ao outro.

 

 

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 © Alfredo Matos


Poesia VS Reflexão?
 Ombro com ombro. Que uma ampara a outra sem fazer perguntas. Escrever avulso, sem matéria prima, é crime.


Abraços VS Rede Sociais?
 Abraços. Nada é mais eficaz a medir tudo o que somos do que um abraço franco. Mas falo de pessoas, não de projecções romantizadas de estranhos com quem interagimos.


Crianças VS Adultos?
 Crianças. Os adultos (os que se assumem assim) são cinzentas criaturas pavlovianas. Raramente lêem as lombadas das caixas de cereais e têm balizas diferentes das minhas. As crianças ganham em absolutamente tudo.


Liberdade VS Colapso?
 A liberdade é um conceito bem tratado nos livros. Pressupõe menos num mundo que impinge mais. Exige que nos civilizemos o mínimo possível mas ninguém abre mão do Polyban. Já o colapso é absurdamente tridimensional e está a ter lugar agora. Chega sob a forma de avanço tecnológico (no que tem de mau) e sob esta estranha massificação da invidualidade. Da intolerância. Somos um rascunho interessante mas, como bicho, fraquinho.

Obrigado, Rodrigo. 

Ana Beatriz Cruz

Beatriz é mãe, entusiasta pela escrita. Apaixonada por poesia,  contos infantis e crónicas. Não há um dia que não escreva nem que seja um qualquer recado. Escreve frequentemente no P3.

É formada em jornalismo e comunicação. Mestre em Jornalismo, Comunicação e Cultura. 

Autora do livro "Os meus poemas não rimam" (Chiado Editora).

"Se o tempo parasse,
eu pedia-lhe que parasse agora.
Agora que tenho tudo,
agora que és tudo, 
que somos tudo.”



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Rimar VS Não Rimar? 

 Não rimar. Deixar fluir o pensamento e sobretudo os sentimentos. E como a vida não rima, prefiro também não rimar.

 

"Tenho tudo" VS "És tudo"?
 Tenho tudo, tenho a família que sempre desejei, com dois amores que me completam e que "são tudo", aliás "somos tudo".

 

Poesias VS Crónicas?
 Poesias. Gosto muito de crónicas, de ler e de escrever, mas a poesia move-me, comove-me e dá-me arrepios. Por isso, opto pela poesia.

 

Escrever VS Ler?
 Escrever, nem que seja um recado. Se bem que devia dispensar mais tempo à leitura.

Histórias VS estórias?
 Talvez, histórias, já que o termo estórias nem sempre é bem aceite. Independentemente do termo, prefiro a ficcional.  

 

Desconcordâncias VS Chuva?
 Chuva. Neste momento identifico-me mais com o capítulo "Chuva" no meu livro "Os Meus Poemas Não Rimam". Contudo, nos dias sombrios escolhia o capítulo "Desconcordâncias". Não me referindo ao livro, gosto de ouvir a chuva e de me inspirar com ela, quando ao resto prefiro chegar à um consenso em vez de não concordar.

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Fuga VS Realidade?
 Fuga. Se pensarmos profundamente na realidade, mais vale fugir. Infelizmente, vivemos num mundo injusto e em luta, e muitas vezes é melhor nem pensar nisso e tentar aproveitar os momentos bons.

Razão VS Coração?
 Coração, sempre! O meu coração é que manda. Sou muito emotiva. Às vezes, gostava de ser mais racional, mas é difícil não ser coração mole.

Família VS Amigos?
 Família. Desde que sou mãe valorizo mais a família, principalmente agora que tenho a minha pequena familia. Contudo, não vivia sem os meus amigos, que são poucos, mas chegam.

Filha VS Mãe?
 Mãe. Sempre, Mãe. A minha que é a maior e eu que Amo ser mãe. Ser mãe completa-me. O meu filho é o meu mundo desde que engravidei, e Amo-o mais a cada milésima de segundo.

Passado VS Futuro?
 Futuro. O passado pouco interessa. Prefiro o presente, porém gosto de projectar o futuro, e já tenho muitas ideias.

 

Papel VS Digital?
 Papel. Nos livros, papel. No entanto, vivemos na era digital, e reconheço a facilidade que o digital nos trouxe e a sua potencialidade.

 

Sonhos VS Pessoas?
 Pessoas. Quer dizer, eu adoro sonhar. Acho que o sonho é que move o Homem, mas as minhas pessoas são as minhas pessoas e não as troco por nada.

 

Raízes VS Liberdade?
Liberdade. Nem sei bem como justificar, porque sou pela liberdade, mas acho que é uma utopia.

 

"Mil linhas" VS Folha em branco?
 Folha em branco. Uma folha em branco é uma oportunidade, uma vida, um recomeço.

 

"Às vezes" VS Nunca?
 Às vezes nunca e às vezes "às vezes". Nunca devemos ter algo como garantido.

Medo VS Conquista?
 Conquista. E medo da conquista. Eu tento sempre ou quase sempre, mesmo que as pernas tremam. O não está sempre garantido, por isso devemos tentar, com medos, mas com garra.

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Aplausos VS Silêncio?
 Silêncio. O silêncio vale mais do que muitas palavras. E prefiro um olhar de carinho ou de reconhecimento do que aplausos.

 

Hoje VS Amor?
 Amor. Sou amor. Sempre amor. Mesmo quando o sol não brilha. O amor move montanhas e é por amor que respiro, que corro e que vivo.

 

Rir VS Chorar?
 Rir. Chorar a rir. E rir a chorar. Rir é uma constante, todos os dias. Chorar é nos dias maus, nos momentos maus, a ver filmes e séries, a ler e a escrever. Por acaso, sou chorona, mas prefiro uma boa gargalhada.

Obrigado, Beatriz.