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Des i - depois, em seguida

CULTURA | MUNDO | ENTREVISTAS | OPINIÃO

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Mamma Mia! | Um Musical De Casa Cheia

A música faz as pessoas felizes, é um elemento da felicidade. Música e teatro, é a cereja no topo da felicidade. E esta, hein? A Maggie Ribeiro pensou em tudo. Não fez só porque é divertido.  Fez acontecer em Viseu. Fez em equipa.

 

Looking out for a place to go
Where they play the right music
Getting in the swing
You come to look for a king ...
Dancing Queen

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 ©Arquivo Visiunarte | Gabriela Rodrigues e Simão Bernardo 

 

Dez anos depois da estreia do filme musical Mamma Mia! -  Meryl Streep como actriz principal - a Visiunarte Ateliês (Grupo de teatro, dança e animações de Viseu) levou  a palco, no passado dia 25 de Março, no cineteatro do Satão,  a adaptação do original de Benny Andersson e Björn Ulvaeus (ambos compositores e interpretes dos ABBA). Resultado: casa cheia (mais de 250 pessoas). 

 

"We made our way along the river
And we sat down in the grass by the Eiffel Tower
I was so happy we had met"

Our Last Summer

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  ©Arquivo Visiunarte

 

Honey honey, let me feel it, aha, honey honey
Honey honey, don't conceal it, aha, honey honey
The way that you kiss good night...

Honey Honey

 

São 20 jovens actores cativantes em palco, numa coreografia de excelência, um cenário minimalista e uma multimédia eficaz, com pormenores de texto interessantes e vozes, vozes com uma carga interior de esperança que tudo é possível, que coloca em cena a cooperatividade. 

 

Uma mãe, uma filha, três pais (com a interpretação brilhante de Micael Almeida, Miguel Costa e Pedro Catalarrana), duas amigas (Joana Pina e Sara Oliveira, invejáveis), um padre (Daniel Martins) e muitos amores. É tudo o que precisamos para uma boa história.

 

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 ©Arquivo Visiunarte

 

Gabriela Rodrigues e Carolina Morais interpretaram as personagens principais do musical - Sophie (filha), Donna (mãe); o Simão Bernardo - Sky - o noivo da história que não casou. 

***

Como foi interpretar a personagem da Sophie?

Gabriela: Interpretar a Sophie foi um grande desafio porque me levou a fazer coisas que nunca pensaria ser capaz de fazer em público, neste caso cantar. Deste modo foi também bastante gratificante porque não só ultrapassei um medo e uma dificuldade minha como ao mesmo tempo, consegui sentir o calor e o carinho de todos os espectadores.

 

Como foi interpretar a personagem da Donna?

Carolina: Foi bastante divertido interpretar a personagem da Donna, e adorei poder interpretar uma personagem em que posso cantar.

 

Como foi interpretar a personagem do Sky?

Simão: Sempre novos desafios, e novas aventuras, este ano faço de Sky um rapaz simpático, cheio de vida e apaixonado pela Sophie, interpretar esta personagem dá-me imenso gosto, ele é forte, espírito aventureiro, protetor, e mostra tanto um lado atrevido como sério, nisto consigo explorar alguém que não sou e encarar aquela realidade faz me sentir bem comigo mesmo e aprendo com ele, a melhor parte claro é ser um musical, ao som dos ABBA, uma experiência fantástica, que nos dá imensas memórias.

 

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   ©Arquivo Visiunarte

 

Qual foi a maior dificuldade em palco?

Gabriela: Foram as coreografias, que devido ao facto de envolverem um grande número de pessoas, têm também uma grande percentagem de falhas.

Carolina: A maior dificuldade em palco foi ter que desempenhar o papel de mãe, quando a Gabriela tem uma idade muito próxima da minha.

Simão: Talvez a dificuldade maior em palco é o ponto em que se começa a perceber que o final esta a chegar, perceber que toda aquela magia esta prestes a acabar, apesar de haver sempre alguma ansiedade no começo da peça, mas com o desenrolar, o que mais custa é isso, o aproximar do final .

 

 

Qual foi o melhor momento do Mamma Mia?

 

Gabriela: Sem dúvida o melhor momento do Mamma Mia! é ver o reconhecimento do público perante nós e as demonstrações de carinho e felicidade no final de cada peça.

Carolina:  É o casamento em que muita gente se ri, é muito divertido.

Simão: Todos os momentos são bons, o melhor de tudo é só o produto final, pensar em construir todo um elenco, músicas e cenário, tudo bater certo, a diversão e o gozo que dá viver todas aquelas musicas e transmitir isso ao publico, claramente o melhor de tudo é ver um publico a reagir bem, a cantar connosco, a chorar e a rir, isso é sem duvida o melhor.

 

-Como é que esta peça nos pode definir como pessoas?

Gabriela: Através desta peça conseguimos mostrar todo o nosso trabalho e empenho ao longo de um ano a preparar o espetáculo e mostramos também que mesmo sem um orçamento muito elevado, é possível fazer um bom trabalho e assim evidenciar que somos pessoas perseverantes e que lutam pelos seus sonhos. 

Carolina: A peça define-nos como pessoas , que apesar de muito diferentes, conseguimos ter uma grande cumplicidade e aproveitar o tempo que estamos em palco todos juntos.

Simão: A melhor parte de uma peça musical é que nós podemos não só nos expressar com o corpo e com as falas, mas  também a cantar, na realidade nós não começamos a cantar do nada no dia a dia, só porque nos aconteceu algo, e ali, entramos dentro de um mundo quase como um filme em que depois as músicas mostram fases e situações da vida, e é aí que a peça nos define, toda a mensagem que as músicas nos passam, de alguma maneira faz-nos lembrar de um momento, ou até em algo que estamos a passar - no momento-, e tudo isso marca uma pessoa, acho que a peça tem bastante impacto nas pessoas devido a isso a identificarem-se com as músicas e relacionarem com algo da vida delas.

 

Voulez-vous
Take it now or leave it
Now is all we get
Nothing promised, no regrets
Voulez-vous
Ain't no big decision
You know what to do
La question c'est voulez-vous
Voulez-vous...


Voulez-vous

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  ©Arquivo Visiunarte

 

Porquê criar o Mamma Mia como espectáculo?

Maggie: O Mamma Mia surgiu depois de ter visto ao vivo em Londres, achei que foi um espetáculo extraordinário e senti que saí de lá enriquecida e feliz,  portanto decidi fazer em Viseu, porque queria partilhar dessa alegria com os outros.

 

Qual foi a maior dificuldade?

Maggie: A maior dificuldade foi conseguir manter a qualidade do espetáculo com as poucas verbas que temos e desse modo a solução foi reduzir o cenário físico mas enriquecê-lo a nível de multimédia. 

 

Uma palavra para resumir todo o trabalho existente.

Maggie: Equipa. 

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 Um final feliz. 

Perca-se por Portugal: Guimarães

A história mais recente remete o nascimento deD. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal (e não o primeiro rei português), para a cidade de Viseu. Contudo, Guimarães continua a ser a cidade berço, a cidade onde cresceu o nosso rei, a cidade de onde nasceu Portugal.

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Visitar a cidade de Guimarães é visitar um pedaço da nossa história. Como sempre gosto de dizer, as ruas e as pedras daquela cidade falam.

Guimarães tem uma área de 23,5km2 e uma população com mais de 54 000 habitantes. Os seus habitantes são chamados de Vimaranenses e possuem em si a simpatia que muito é características das gentes do norte.

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A cidade, perdida em diversas praças e ruelas, mostram-nos o encanto de uma construção tosca e ao mesmo tempo interessante. Há ruas estreitas e ruas largas, ruas que sobem e descem cruzando-se e paralelizando-se. Quem se perde por aquelas praças, que com o inicio da primavera começam já a encher-se de gentes, vai ganhando uma vida contagiante, um pouco ao estilo espanhol.

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Para além das praças e ruas cheias de encanto, que por si só são um bom motivo para se perder por lá, Guimarães têm também muita cultura religiosa, com as suas várias igrejas e capelas, revestidas a talha dourada ou outra de traço mais simples. Têm torres medievais e esculturas no granito.

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Não se pode deixar de falar e de visitar, o icónico Castelo, guardado pela estátua do primeiro rei. Ali ao lado, numa pequena igreja, guarda-se uma pia batismal com a inscrição de ter sido ali batizado Afonso Henriques. E sem sair do mesmo local, é possível ainda visitar o Paço dos Duques de Bragança, local que merece bem a pena pela sua riqueza de espaços e elementos decorativos. Há enormes tapeçarias, quartos de reis e salas de jantar. Há uma capela bela e simples e uns claustros calorosos. Há ali muita história que merece ser vista. No final do dia pode sempre subir-se de teleférico à Penha (ou mesmo a pé pelo percurso pedestre), aproveitando a vista e a tranquilidade que o espaço proporciona.

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Guimarães não é só uma cidade para ser lida, mas uma cidade para ser vista, ser sentida e perdida.

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Não se esqueça: PERCA-SE POR PORTUGAL!

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Pedro Inock

Pedro Inock tem nome de artista e é um artista visual português («Calhou bem para a área em que estou.»). Aos 18 anos saiu de Viseu e foi viver para Lisboa. As suas criações –  em pintura, instalação, videoarte, performance, entre outras -  têm como núcleo a consciência humana e a memória, como um lugar privilegiado e, sobretudo, sem quaisquer necessidades de tempo e rejeição, num jogo de espaços. 

 

Inock é formado em arquitectura, pintura e ilustração. Foi autor de ensaios críticos como um aprendiz do mundo e das suas culturas. Trabalhou em residências artísticas e colaborações que mais tarde esperava que lhe trouxessem maior perspectiva do "fazer" e um efeito diferenciador. 

 

Durante 6 anos viajou regularmente para culturas e cidades opostas da sua realidade em busca de inspiração em diferentes formas e seres. Começou a criar arte, consciente daquilo que é partilhado por todos, um trabalho onde as coisas se vêem, das entranhas,

 “a broader scope, that allows the process to develop a meaning far bigger than the final result”.

 

O Pedro tem voz de actor de cinema, já lhe disse. 

 
"Quando surge um horizonte muito longe ele funciona sempre, como o outro lado do espelho, ou o lugar que está para além do terraço ou da janela. A/parecendo fora, as figuras estão sempre, sempre dentro." (HM, JLP) 

 

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  ©Martina Tzvetan

Espaços VS Janelas?

Pedro: Espaços. É a forma do sentido externo, é Intuição pura.  Aqui é onde eu materializo movimento, onde a acção se desenrola e a experiência se torna possível. É a ideia que precede o lugar, onde existimos

 

Amor VS Crítica?

Pedro: Amor. Configura-se visceralmente, racionaliza-se na felicidade, compreende-se na dor. A escolher entre crítica e amor, a decisão é instintiva, ainda que hoje veja o amor de uma forma muito empírica, mais como uma construção e menos como uma explosão. É a razão última pela qual faço o que faço, acaba por ser um elemento em permanente e elíptico movimento na minha vida.  Sinto-me tentado a fazer uma dura crítica ao amor...

 

Abundância VS Incandescência?

Pedro: Incandescência. Catarse, transcendência.  Apoteose.

 

‘De fora para dentro’ VS ‘De dentro para fora’?

Pedro: "De fora para dentro". Aqui a escolha é pendular, dependendo muito do estado de espírito em que estou a dado momento, e compreende-se se reformular o "de fora para dentro" para "do todo para parte".  Gosto de me ver como uma parte do todo e construir-me dessa forma, acho a ideia bastante menos absoluta e compreensivamente mais democrática que considerar que há um exterior, que só o é porque eu na minha intimidade possuo o interior. Mas é como referi, pendular. E tem muito que ver com construção e formação, ideologia, consciência, relações e sinapses. Hoje, é do todo para a parte, de fora para dentro, amanhã... 

 

Retrospectiva VS Futuro?

Pedro: Retrospectiva.Vivo muito intensamente o passado, vivo-o em cada decisão que tomo e em cada passo que dou. Por um lado, gosto de ver a retrospectiva como uma ferramenta, um instrumento pérfido com vontade própria. Por outro, uma oportunidade de percorrer experiências sem uma ordem pré-definida. É um processo muito sensorial e selectivo, onde o que é objecto de retrospecção é o que decidimos de uma forma ou outra manter. Tem este poder, acho.

 

Obra VS Vida?

Pedro: Obra. É difícil a escolha, mas faço-o de uma forma muito simplista (mas não redutora) e pergunto : Obra e vida, não serão parte, uma e a mesma coisa ? Acredito que se a edificação da obra for feita de forma honesta, se dissipe a ideia que apenas a obra continua mesmo para além do fim da vida, dando lugar à vida para além de si própria, levando-a consigo, adicionando-a à memória colectiva. (Aqui penso em todos, não apenas nas figuras que se distinguiram ao longo dos tempos, pois para esses a eternidade já está garantida.) Por outro lado, obra é trabalho, é conjunto de trabalhos, é realização. No meu caso é quem eu sou, está ali diante de todos, e uma vida não se resume a uma obra.

 

Sem Título VS Com título?

Pedro: Com Título. Com toda a subjectividade considerada, prefiro Obras com Título, e pessoas sem título(s).

 

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   ©Martina Tzvetan

Silêncio VS Sentidos?

Pedro: Silêncio. Estrutura, conforto, necessidade. O meu interior, o meu referencial, é demasiado desestruturado, o silêncio confere-lhe sustentação, permite que as partículas que pairam, assentem.  É onde o meu processo criativo começa.

 

Tela VS Fotografia?

Pedro: Tela, neste contexto de confronto com fotografia, vejo como objecto. No entanto a tela é a possibilidade de representar algo, é matéria em bruto da qual o mundo, um Mundo, pode emergir. É sempre a possibilidade de algo, mas que fisicamente possui limites. Se esses limites regem ou contêm a imaginação e representação por um lado, por outro talvez seja uma proposição necessária, imagino...

 

Movimento VS Conceito?

Pedro: O movimento para mim é central, transcende qualquer conceito (se este não pretender na sua natureza ser estático e imutável), é o cariz das coisas, é mudança, mesmo na sua - temporária - ausência. Trabalho muito este tema na minha obra, sobretudo a forma como - em vídeo - o movimento é criado por uma sucessão de fotogramas ( técnicamente ausentes de movimento ). Dele depende o mundo e o Homem, ajuda-nos a ver a mudança e o tempo a acontecer, é magnético e hipnótico na sua génese. 

 

Patchwork VS Darwinismo?  

Pedro: Escolho Darwinismo, pois apesar de não ser versado em genética, hereditariedade ou evolução, vejo esta ideia como sucessão, como melhoramento. Patchwork faz-me sempre lembrar o monstro de Frankenstein, onde os retalhos e pedaços formam um todo, mas estão ali, visíveis e cosidos. É um pouco a ideia de criar uma escultura de uma figura humana com ferramentas de ferro soldadas umas às outras, ou derreter as ferramentas e usar um molde para criar a dita obra. Sei que estou a fazer uma comparação bastante rebuscada, pois darwinismo não é, de longe apenas um "novo uso" a algo antigo, obsoleto, disfuncional. É um conceito que para mim ombreia muito com o conceito de adaptabilidade. E que faz o ser humano que não adaptar-se constantemente.

 

Preto VS Cor?

Pedro: Preto, como cor. Preto como conforto, neutralidade, absorção e distanciamento ( até porque não é uma cor primária, secundária ou mesmo terciária ). Vejo esta cor como análise e exploração de forma, textura. Tento afastar-me das suas conotações sociais, mas não guardo reservas quanto ao seu impacto psicológico na mente humana. Preto sobretudo, mas não só, pois não é apenas uma cor estática e assume imensas subtilezas dependendo da forma como é usada, e se a mesma é por adição ou subtração -luz ou pigmento-. Dou na minha obra, preferência a esta cor não só por tudo o que referi mas também por influências caravaggescas de contrastes (onde o uso do preto/sombra é sublime), influencia esta que tomo como base na modelação ( representação estética) e exploração de corpo, espaço ou atmosfera, mas também assumo que teria mais dificuldade se esta escolha fosse entre Preto e Azul (ou outra qualquer cor do espectro visível).

 

Social VS Política?

Pedro: Social sem dúvida, não me coaduno com a presente forma de "fazer" política, nem forma política de agir e pensar o individuo e a sociedade. Talvez porque quem a faça, passe pouco tempo - e de uma forma integrada - na realidade concreta da sociedade.

 

 

Lugares VS Dicionários?

Pedro: Lugares. É uma ideia que exploro há bastante tempo, e que me é muito próxima pela relação que preciso de criar - onde estou - para sobreviver e trabalhar. Sei que ficará muito por dizer nesta escolha, mas os Lugares são espaços, são sítios e realidades com a capacidade de edificar memória. São imensa coisa, são história e tempo também, são por vezes memórias que não são nossas e que apropriamos, são aquela fotografia que vemos e a ideia que construímos de sítios distantes onde nunca estivemos, são poesia e imaginação. É onde o homem existe e se concretiza, é o sagrado, acima da terra e abaixo do céu.  Para o Homem é muito importante (vital até) ter ancoragem existencial, e daí a compreensão que a necessidade de construir sítio reflecte o desejo de fazer lugar.

 

Medo VS Figurativismo?

Pedro: Medo. Se o meu trabalho começa - como referi - no silêncio e nesse conforto do vazio, é no movimento constante que sobrevive e se materializa. O movimento aqui é crucial, pois impede o processo criativo de sucumbir à força extrema da gravidade que o medo imprime. Aqui a comparação entra no campo da astronomia, o medo pode bem ser um sol, que nos mantém alerta ( pelo perigo da aproximação), e que nos pede um movimento perpétuo, em torno do mesmo, em ordem a sobreviver.  Assim a obra ou o fazer da obra, apenas sobrevive se a criatividade não abrandar o seu movimento, e é em torno deste sol que orbitam quase todos os pontos importantes da minha vida.

 

 

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  ©Carolina Rodrigues

 

Alusão VS Abraços?

Pedro: Alusão. Na realidade a minha escolha é a segunda, é "o que contém o abraço", alusão a uma música de José Mário Branco, onde o autor canta : "...uma vida mesmo vida só pode ser um espaço que está dentro de um abraço que se dá ou não se dá."

 

Construir VS Desconstruir?

Pedro: Desconstruir. É o momento (e aqui tomo uma abordagem muito Freudiana) em que nos apercebemos que vivemos em sociedade e nos relacionamos com outros, depressa começamos a lapidar a imagem que temos de nós próprios. Mas em termos de obra, para mim, - e com bastante tacto - é a tentativa de alcançar a essência, captar o sublime. Talvez... 

 

Instinto VS Conforto?

Pedro: Instinto. Sou mais instintivo que gosto de admitir. Não fosse a premissa destas respostas, a sinceridade, escolheria conforto, pois é algo que me faz falta a vários níveis. Mas não vejo o instinto como espontaneidade, como algo positivo, mas como adversidade, explosão e reacção.  

 

Fôlego VS Sonhos?

Pedro: Fôlego. É o espaço entre afectos, de qualquer ordem.

 

Refúgio VS Retorno?

Pedro: Refúgio. Pessoalmente, um retorno é sempre um percurso, que nem sempre culmina em, ou tem como paragem um abrigo. O refúgio é um Lugar, onde o conforto predomina, onde - e no meu caso- o silêncio existe.

 

Obrigado, Pedro. 

 

 

Rhythm Of Life, Funkelkonzert XXL

A 'Grande Sala' da Elbphilharmonie estava esgotada há meses para mais um Funkelkonzert XXL 2018,  organizado pela The Young ClassX. Os alemães são pontuais, às 19 horas o concerto começou e na rua nevava. (O bilhete custou-me 5 euros, porque eu sou um português 'porreiro' de olhos azuis e tinha a melhor companhia.) 


O 'Ritmo da vida' tinha como fundo o movimento, juntando vozes (The Young ClassX) e instrumentos musicais ( Felix Mendelssohn Jugendorcheste). 

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  ©MKXX 

A performance do iraniano Michel Abdollahi foi inteligente, mesmo em alemão... não percebi patavina. Fiquei-me pelo grisalho e pela boa-disposição do rapaz.  Mas o público, de várias faixas etárias, estava eufórico.

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   ©MKXX 

A  'Grande Sala' da Elbphilharmonie é das maiores e mais avançadas, acusticamente, do mundo. Estava cheia.  

 

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  ©MKXX 

 

A violoncelista Teresa Beldi, brilhou ao homenagear o compositor francês Édouard Lalo, na sua curta participação no concerto. 

 

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  ©MKXX 

O maestro Clemen Malich emocionou ao dirigir a orquestra ao som da 'Bela Adormecida' e 'Malambo' argentino, no seu arrojado movimento corporal.

 

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  ©MKXX 

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   ©MKXX 

Peter Schuldt, director coral (The Young ClassX), de forma audaz, elevou aquelas  54 vozes jovens ao topo. E de surpresa, 'obrigou' a plateia , de pé, a cantar: The Young ClassX, Felix Mendelssohn Jugendorcheste e a plateia.

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 ©MKXX 


May Mary, Shackles (Praise you) arrepiou. Aplausos.

 

 

Inês Flor & L Filipe dos Santos

Inês Flor é uma jovem artista criativa, ilustradora e artesã viseense. As suas ilustrações em esferográfica fazem-nos acreditar na sensibilidade do amor e da visão, com a esperança de outros lugares cheios de magia e seguros. Cada traço da caneta da Inês é um sonho - que une tantos outros -, com a cor do céu e do mar, do infinito. Se a Inês não puder ir a um lugar, tragam o lugar até à Inês. 

 

L Filipe dos Santos é artista e ilustrador viseense. Tem formação em Belas Artes, ARCA-EUAC (Coimbra). Trabalhou com as Edições Asa, Diário de Notícias, Essence Music, entre outras. O traço, uma cor predominante e as emoções nas ilustrações  são características do trabalho do L Filipe. Foi Actor, responsável pela banda sonora e sonoplastia da curta 'A Corda', produzida em 48 horas e vencedora de 4 prémios. 


É amor, dos grandes. Eles são GRANDES!

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 ©Arquivo Pessoal | Inês Flor | Corcoise 

Cor VS Sem Cor?
Inês: Hum... cores, mas harmoniosas.

L Filipe: Cor. A cor fascina-me demasiado para sequer ponderar outra resposta. Além disso, devido a uma doença maluca, fui daltónico durante mais de um ano. Desde então, estreitei mais a minha relação com a cor.

 

Pintura VS Abraços?
Inês: Abraços. A pintura é um prazer maravilhoso, mas não suplanta os abraços.

L Filipe: Abraços. A pintura, mesmo que seja em tela bem grossa e de cores bem quentes, não aquece nada em comparação com um abraço.

Amor VS Vida?
Inês: Qualquer que seja a sua versão, o amor é o propósito de vida.

L Filipe: Ambas. Uma de cada, se faz favor, para levar. 

 

Ninhos VS Pássaros?
Inês: Pássaros.

L Filipe: Pássaros. Gosto de ninhos, mas não cantam.

 

Medo VS Arriscar?
Inês: Arriscar.

L Filipe: Arriscar. Mesmo que haja medo, gosto de arriscar, gosto da aventura e da possibilidade do imprevisto.

 

Sonhos Vs Realidade?
Inês: Juntos caracterizam a vida.

L Filipe: Sonho. É no sonhar que cozinho as iguarias com que tempero a realidade.


Nu VS Silêncio?
Inês: Acredito que sou bastante sossegada às vezes, silenciosa.... Silêncio sabe-me muito bem, mesmo entre amigos, costumo pensar... fico muito ciente do momento, lugar e pessoas com quem me encontro. Por sua vez o silêncio pode fazer-nos sentir nus perante as coisas.

L Filipe: Silêncio.  Quem quiser que se dispa, desde que não faça barulho, não me incomoda.

 

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 ©Arquivo Pessoal | Inês Flor | Corcoise 

 

Perder VS Vencer?
Inês: Fico feliz por vencer, mas a perda tem ganhos que valorizo.

L Filipe: Vencer. Escolho vencer, apenas porque me apetece experimentar algo que ainda não conheço bem.


Tecnologia VS Folhas de Papel?
Inês: Não descarto a grande importância que a tecnologia tem em mim e no meu trabalho...Ah, mas as folhas de papel, a sua textura, cheiro e fragilidade...

L Filipe: Folhas de papel. Não é preciso ler as instruções, nem carregar a bateria, e quando se estragam, não é preciso mandar para a reparação.

 

Acontecer VS Desculpa?
Inês: Acontecer.

L Filipe: Acontecer. "Acontecer" acrescenta ao mundo, desculpas nem tanto.


Agenda VS Acaso?
Inês: Uma agenda, organização e planeamento são essenciais! Mas gosto de bons acasos.

L Filipe: Acaso. Aventura, surpresas, desafios, estímulos.

 

Nós VS Os Outros?
Inês: É o saber estar, com os outros e connosco próprios. Acho que a maior parte das coisas só vale a pena se for partilhadas, principalmente com quem amamos.

L Filipe: OS Outros. Curiosidade, voyerismo, imaginação, efabulação, novidade.

 

Rua VS Casa?
Inês: Dois conceitos que gosto de manter em separado. Casa é o abrigo, como o corpo é o invólucro da alma.

L Filipe: Casa. Gosto da segurança da toca, mas desde que tome ocasionais banhos de rua, por higiene mental.

 

Solidão VS Infelicidade?
Inês: Solidão.

L Filipe: Solidão. Infelicidade dói sempre, a solidão, depende...



Chuva VS Semear?
Inês: Semeamos, mas não esperamos que chova.

L Filipe: Semear. Gosto de chuva, mas é muito húmida.

 

Inclusão VS Gratidão?
Inês: Gratidão e inclusão de todas as coisas verdadeiras e boas na nossa jornada.

L Filipe: Gratidão. Gratidão vem dum sítio mais profundo e valioso.

 

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  ©Arquivo Pessoal | Inês Flor | Corcoise 

 

Lugares VS Finais?
Inês: Lugares, espaços no tempo, déjà vu. Fico sempre muito relutante quanto a finais...mas ora, finais são necessários.

L Filipe: Lugares. Os lugares não acabam.

 

Presente VS Futuro?
Inês: Penso no futuro, se calhar, com demasiada urgência. Estou a aventurar-me um pouco mais no presente.

L Filipe: Presente. É onde estou.

 

Imperfeição VS Perfeição?
Inês: A perfeita harmonia das nossas imperfeições.

L Filipe: Imperfeição. É  mais interessante, sempre diferente, não obedece a canones.

 

Viagem VS Cartas?
Inês: Não sabem o quanto adoro cartas, postais, o que for... Nas cartas que guardo, reside magia.
Esta viagem que faço...

L Filipe: Viagem. Chau, tenho de ir, depois escrevo.

 

obrigado, Inês e L Filipe.

'Galeria Cabaret', Casa Cheia Por Humor

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  ©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

 

Quem domina o humor não precisa de uma apresentação. Agora, uma coisa é certa: o Mocinho está  solteiro! 

 Rita Leitão é grande e convidou gente grande para uma noite de stand up comedy:

Jorge Mocinho  & João Rosa Luz

 

Uma noite feliz. Até porque, se analisarmos bem, eles são bons. Caraças! Eles são mesmo bons. E o Abel também.  Oiçam o que vos digo. Abiul (Pombal) aplaudiu. Uma casa cheia por humor. 

 

O local, que já foi uma adega, é agora um espaço alternativo na vila. A Galeria Cabaret  tem estacionamento à porta, a querida Joana e um cartaz para invejosos. 

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  ©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D | Rita Leitão 

 

 "Tu, que atendes o telemóvel durante espectáculos, não é por te esconderes atrás do banco da frente, que surge uma bolha actimel que abafa o som."

Rita Leitão

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 ©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D | João Rosa Luz

 

"Ontem fui multado por excesso de amizade."
João Rosa Luz 

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 ©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D | Jorge Peseiro Mocinho

 

"No dia em que disse o que me ia na alma, metade da sala ficou com vontade de me abraçar outra metade ficou com vontade de me pedir o dinheiro de volta."

Jorge Mocinho 

 

This is a story about friends.
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  ©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

 

Um beijinho à Carla. 

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Ismael Sousa

"vi-te pela primeira vez no claustro do antigo Convento dos Néris, andavas azafamado e sempre com a máquina fotográfica a pesar no pescoço. havia um encontro de pessoas que acreditavam em Deus mas não acreditavam nas pessoas: mas diziam elas que acreditavam em ti. falavam de ti. eras só tu que existias. achava-te altivo e estranho, já numa figura de lingrinhas. corrias de um lado para o outro sem sorrisos e os outros perdidos nas tarefas. observava-te sem saber que tinhas uma dor no peito e perdias peso a grande velocidade. estavas débil e escondias os sintomas. (...) 
hoje vejo-te várias vezes. abraço-te sempre com força e sinto medo por ti. pelo o medo da falta. (o medo nunca é de mais.) procuro-te vezes sem conta para saber apenas que tu estás. como se o meu medo fosse este: tu não estares. (...) já passaste por maus bocados e nestes tantos capítulos, és um dos meus orgulhos."
 
Gosto muito do Ismael. Faz-me lembrar o Harry Potter e o Príncipe Misterioso, «-Desta vez, entras no Pensatório comigo...e, ainda mais invulgar, com autorização.»
 

"Nunca leves as minhas palavras muito a peito.
Somente as de amor.
As outras são só floreado para te dizer o quanto gosto de ti."

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Limite VS Sorte?
Limite. Gosto de levar as coisas até lá, soam-me sempre mais verdadeiras.
 
Amor VS Paixão?
Amor, sempre. A paixão é uma ilusão, não nos faz sentir, somente o desejo. Já o amor, é diferente, faz-nos dar, faz-nos sentir.
 
"Sei lá" VS "Agora" ?
Agora: é fugaz mas concreto. O sei lá é incerto! E o sei lá é sempre a minha resposta quando não tenho interesse. Por isso prefiro o agora!
 
Estabilidade VS Atração?
Atração. Ela leva-me a ir mais longe, a não estagnar. Já a estabilidade leva à monotonia. Contudo precisaria de alguma estabilidade em algumas coisas, mas a atração move-me mais!
 
Convivência VS Silencio?
Gosto muito do meu silêncio, da minha calma, da minha liberdade. A convivência só se sobrepõe ao silêncio quando a companhia é desejada.
 
Medo VS Pensar?
Tenho muitos medos. Mas prefiro pensar sempre. Mas há alturas em que se tem medo de pensar. E eu tenho muitas alturas assim.
 
Máscara VS Fuga?
Prefiro as máscaras. Sempre fui obrigado a ter de as usar. Então consigo manipular. Um sorriso nem sempre é um sorriso, um "tudo bem" é, por vezes, um "tudo péssimo". Mas As máscaras são as minhas aliadas. Mas precisava de fugir fisicamente. Quando estou muito em baixo, a fuga de todos é sempre a solução.
 
Histórias VS Coincidências?
Adoro histórias. Elas levam-nos a muito locais, a muitas coincidências. Uma história tem um principio, uma ação e um fim. As coincidências não passam disso mesmo, coincidências.
 

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Primeiro VS Último?
Sou sempre o primeiro a estar disponível para ajudar. Sou sempre o último nas alegrias! Mas prefiro, sem dúvida ser a escolha ao "tem de ser".
 
Sensaborão VS Vulgar?
Antes sensaborão que vulgar! Odeio!
 
Noite VS Dia?
Gosto das duas. Dias para passear, apanhar sol, noites para sair com os amigos. Dia para viver, noite para escrever. Os dias são mágicos, as noites mágicas são. Dias de férias e folga são sempre os melhores!
 
Ínfimo VS Grandioso?
Sou contra as coisas pequenas. Gosto que as coisas sejam em grande. Por isso tudo com uma visão grandiosa.
 
"Leva-te" VS "Leva-me"?
Sou mais do "Leva-te" por sempre querer o melhor para os outros, mas prefiro o "leva-me"...
 
Deus VS Pessoas?
Deus. Ele está também nas pessoas, e as pessoas estão n'Ele. As pessoas julgam e Deus não. As pessoas magoam e Deus ama. As pessoas são reais e Deus também!
 
Chegar VS Partir?
Prefiro sempre as chegadas. As partidas magoam, deixam um vazio. Há sempre lugar para mais um, nunca ocupa lugar. O que magoa são os espaços vazios. Para aqueles que não têm lugar, prefiro o partir. (Sempre que parto, fico com borboletas no estômago...)
 
Chorar VS Abraçar?
Tive uma grande experiência em abraçar e chorar. Mas prefiro os abraços, sem dúvida. E há abraços de quem gosto tanto que me fazem sentir tão bem´! Escrevo muito sobre abraços... são o céu!
 

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Uno VS Capítulos?
Capítulos para formar um uno. Como já disse, detesto a estagnação, por isso que os capítulos sejam sempre a crescer. Há alturas em que é necessário fechar alguns capítulos. Se fossem unos, doíam mais.
 
Sonho VS Realidade?
Por mais dura que seja, a realidade. Sonhos sempre tive muitos, mas não me têm levado a lado nenhum. Por isso agora fico-me pela realidade e evito sonhar.
 
Respostas VS Perguntas?
As perguntas são mágicas e são máscaras. As respostas nem sempre são sinceras. Faço poucas perguntas para evitar certas respostas. Prefiro ler entre linhas.
 
Tu VS Outros?
Os outros sempre. Não consigo viver sem eles. Eu sou pequeno e sozinho não existo. Os outros fazem-me maior, mas sempre pequeno. Os outros sempre melhor que eu!
 
Obrigado, Ismael. 

 

Coração Esférico - Amaro Rafael

 

 

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Amaro Rafael ou Amaro Figueiredo é uma pessoa anormal. E quando o chamo fora de normal, chamo-o por causa de todas as suas qualidades

fora da normalidade.

 

Amaro Figueiredo é um sonhador nato, onde as flores brotam das ações das pessoas. Ama com todo o seu coração e com todas as suas forças.

A poesia e a prosa estão no seu sangue, e sempre que fala saem-lhe belos poemas da boca.

Tem inúmeras publicações em diversos livros bem como em páginas na Internet. Recentemente fundou a sua editora, a Canhoto Esquerdino, que lançou já o seu primeiro livro/fanzine, a Cabeça Falante.

Contra todas as forças negativas que teima em dizer que o rodeiam, Amaro Rafael é a força da natureza, aquela pessoa que nunca deixa o seu amigo pendurado. Fotógrafo incompreendido, mostra ao mundo o mundo pelos seus olhos.

Coração Esférico, diz-se "Aprendiz de Escrita Romantizada Sem Remetente".

Para além de todas as qualidade, Amaro Rafael Figueiredo é co-fundador deste blogue e responsável por quase todas as publicações deste blogue. Ele tem sido a alma, o corpo e a natureza deste blogue.

Festejámos, esta semana, um ano de existência e para comemorar, eu desafiei o Amaro a responder a um Versus.

As suas respostas são mel e flores. Conheçam-no pelas suas palavras

 

 

 

Sonho VS Realidade? Ambos são medos, o sonho e a realidade. O sonho é cúmplice da realidade ou vise-versa e onde existe cumplicidade existe medo. Não adianta estarmos aqui a massacrar-nos a falar de sonhos ou realidades, se ambos são medos. Eu sou um medricas.

 

Amor VS Paixão? Há coisas que nunca se esquecem com grandes paixões. Mas a palavra amor é mais bonita. O amor cresce na barriga. O amor é invejável. É bom o amor.

 

Mar VS Flores? Falar do mar e das flores é falar de perdas. Já perdi tanto por causa do mar e das flores. Fecharam-se ciclos. Nem uma em outra.

 

Palavras VS Silêncio? Silêncio. Sou um homem de silêncios. Sinto que hesito em longas conversas . Já não tenho idade para construir castelos na areia, as conversas ficam sempre incompletas.

 

Sempre VS Nunca? Como quase sempre acaba em nunca - nunca.

 

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Escultura VS Fotografia? Fotografia. Tenho a mania que sou fotógrafo. Considero-me um viúvo fotográfico e de barriga cheia quando tiro algo interessante. Tenho duas fotografias especiais, uma tirada no Porto e outra nos Picos de Urbión.

 

Toque VS Desejo? Primeiro o desejo e depois o toque. Esta ordem em tudo.

 

Perder VS Lutar? Na bancada central. Já me deixei de devaneios. Ou não.

 

Amigos VS Cinema? Amigos e Cinema. Encontro nos amigos o que encontro no cinema ou vise-versa. O início e o fim. Dão-me imenso prazer.

 

Portugal VS Estrangeiro? Sou português.

 

Dar VS Perdoar? Dar é saber perdoar em muitos momentos e por outro lado, aguento o peso de não saber perdoar. Sei que saber perdoar não é para todos.

 

Poesia VS Sentimentos? Sentimentos. Sou um louco. Sei lá. Um louco bom de sorriso triste.

 

Azul VS Cor-de-rosa? Cor-de-rosa. Como símbolo. Como minoria. Como captura. Pelo amor.

 

Gatos VS Pessoas? Os donos dos gatos com os gatos. Neste momento estou todo arranhado, a culpa é do Thor e do Loki Laufeyson . Mais de 7 quilos a saltar para as minhas costas.

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Perguntar VS Responder? Nenhuma resposta é corretamente fiel à sua pergunta e nenhuma pergunta tem a virilidade para tantas respostas. Exige-se de uma resposta o que a pergunta verdadeiramente acaçapa.

 

Vinho VS Livros? Livros, vinho, tabaco e amor. Tudo à noite. Gosto do escuro.

 

Almôndegas VS Conversa? Quando se fala em comida... As melhores almôndegas do mundo são feitas pelo Francisco e pela D. Adelaide. Cheguei a fazer 3 horas de viagem com mais de 100 almôndegas na mala. Andei semanas e semanas a comer almôndegas. Fui tão feliz.

 

Simplicidade VS Complicação? Complicação na simplicidade. Às vezes penso que complico muito e vivo pouco neste mundo caótico.

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Cidade VS Computador? Cidade com muitas pessoas e sozinho na cidade. Gosto da confusão das cidades.

 

Nós VS Tu? Os "nós" que me ligam verdadeiramente aos outros. Nós como um só. União. Tu no sentido Eu não é nada, eu não sou nada. Sei que não tenho muitos "nós" afetivos, tenho alguns na garganta, outros nós que se perderam no tempo. Somos feitos de " nós" a vida toda.

 

 

 

Obrigado Amaro Rafael Figueiredo, Continua! :)

 

 

Quando for rico compro um museu

Quando for rico compro um museu. 

Galeria de Arte - Hamburger Kunsthalle - acolhe arte desde a Idade Média até à moderna e contemporânea. O museu é composto por três edifícios, no total de 13.000 metros quadrados. O foco principal é o século XIX. A biblioteca  contém mais de 175 mil volumes. 

https://www.hamburger-kunsthalle.de/

 

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 ©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

Ferdinand Hodler (1853-1918), “Blick ins Unendliche III” (c. 1905)

 

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  ©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

 

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   ©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D
“Thurnersee mit Stockhornkette” (c. 1910) (direita)

 

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©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

Salvador Dali | The birth of the liquid fears (1932). 

 

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©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

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 ©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

 

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  ©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

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   ©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

 

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  ©Amaro Figueiredo | Sony E5603

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  ©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

 

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  ©Amaro Figueiredo | Sony E5603

”A man paints with his brains and not with his hands”, Michelangelo

 

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 ©Amaro Figueiredo | Sony E5603

Karl Hofer 'Freundinnen' (Friends), 1924.

 

 

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   ©Amaro Figueiredo | Sony E5603

 "Wanderer above the Sea of Fog" (1818), Caspar David Friedrich 

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   ©Amaro Figueiredo | Sony E5603  

Ernst Barlach , "Der Einsame/The Lonely One“ (1911) 

 

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     ©Amaro Figueiredo | Sony E5603

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 ©Amaro Figueiredo | Sony E5603

 

 

Sítio, de Catarina Santana e André Louro

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A Companhia da Chanca (Chanca, concelho de Penelatrouxe até ao Centro Cultural de Tábua o "Sítio", uma peça de máscaras e de emoções, com uma mistura de sons criados no momento ou apoiados por um belíssimo texto sonoro. 50 minutos de muitas vidas representadas por duas vidas. Do nascimento à velhice ou da velhice ao nascimento, do viver ao isolamento, um poema de formas, de sentidos e no fim, de amor. 


Uma magnífica interpretação de Catarina Santana e de André Louro, com pormenores de espaço cénico de fazer acreditar que os sonhos são possíveis. 

 

Bons Palcos.

 

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 ©Companhia da Chanca

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Sítio é um espetáculo de teatro físico, sem texto, que conta a história de um casal de idosos que vive numa aldeia no interior de Portugal e recebe um postal anunciando o nascimento do seu neto. Os dois decidem juntar numa encomenda algumas prendas para enviar para o neto, que está no estrangeiro, e partem numa longa caminhada. Com o embrulho debaixo do braço e uma doce fúria de viver, o casal vai viver uma série de pequenas e ternas aventuras, partilhar memórias e até apagar um incêndio. No final da epopeia, conseguem chegar… à estação de correios da vila mais próxima!
Sítio apresenta-se como um espelho da vida de alguns no interior desertificado, envelhecido e isolado. É uma forma de poema-espetáculo que convida idosos, crianças, jovens e população ativa a refletir sobre o problema da desertificação humana.



Ficha Técnica
Companhia da Chanca e Razões Poéticas

André Louro | Criação e interpretação
Catarina Santana | Criação e interpretação
António Jorge | Máscaras e espaço cénico
Sílvia Brito e Caroline Bergeron | Apoio artístico
Mafalda Oliveira | Desenho de luz e direção técnica
Maria Ribeiro | Figurinos
Victor Cid | Fotografia
Pedro Homem | Vídeo
Classificação Etária
M/6
Duração
50 minutos

 

Curiosidade: 

A estreia da peça foi no jardim da casa do André (Chanca), espalharam alguns cartazes na aldeia com 40 habitantes e apareceram o dobro. 

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