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Depois em Seguida

CULTURA | MUNDO | ENTREVISTAS | OPINIÃO

15 de Março, 2018

PROOF - Os 3 Artistas | Do séc. XVIII ao XXI

17 FEVEREIRO - 27 DE MAIO DE 2018 
Museu de Arte Contemporânea - Deichtorhallen

 

Francisco Goya (1746-1828) foi pintor e gravador espanhol, em 1792 "ficou paralítico, parcialmente cego e totalmente surdo"; Sergei Eisenstein (1898-1948) "foi um dos mais importantes cineastas soviéticos"  e Robert Longo (1953) é pintor e escultor de trabalhos de grande dimensão. PROOF oferece informações sobre as posições particulares das quais os artistas reflectem sobre as complexidades sociais, culturais e políticas.


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©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

 

"A Prova" é uma turbulência da passagem dos séculos, com efeitos sísmicos da revolução e movimentos de direitos civis. 

Goya escolhe a gravura para criticar o meio social e a guerra. Eisenstein passa para a tela a 'sua' história. Quem nunca ouviu falar ou viu o 'Ivan, O terrível'? Roberto explora o terrorismo, movimentos de refugiados, guerras modernas e símbolos de poder. 

 

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©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

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©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

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©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

 

 

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©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

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©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

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 ©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

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©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

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©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

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 ©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

 

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 ©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

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 ©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

 

https://wwwwww.deichtorhallen.de/

 

14 de Março, 2018

Ricardo Nunes | Places of disquiet

Ricardo Nunes nasceu na Alemanha em 1986. É fotógrafo, designer de livros e filho de portugueses. Em 2016 vence o prémio PhotogrVphy, a melhor história e arquitectura; em 2017 a melhor arquitectura.

 

"I am glad you liked my work and thanks for the nice blog post."
Ricardo Nunes

 

Places of Disquiet 

Haus der Photographie | Deichtorhallen

"In 2016 and 2017 I travelled several times through Portugal, following old memories of places I might have been. Since I was born, I had to visit the land of my parents to spend time with distant relatives, who lived in commuter towns on the outskirts of city centers. Many images of my past are formed by rushing through unknown cities or small villages around the center of Portugal. For a long time, I couldn’t relate to the attractive stories I had come to hear about the country from others. 

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©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

 

At the age of 21, I explored for myself the historically overwhelming center of Lisbon for the first time. The images of a »Portuguese city« though, still arose from my former memories of places like Barreiro, Queluz or Guarda. The urbanization of Portugal was accelerated after the fall of Salazar’s dictatorship in 1974. The following and abrupt de-colonialization of African and Asian countries brought many immigrants to Portugal. 


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 ©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

 

Housing shortage and accession to the European Union in 1986 consider­ably speeded up the modernization process and strongly shaped the appearance of Portuguese cities. Nowadays, lack of comforts like private space, supermarkets, parking spaces or increasing rental fees leave several historical districts abandoned. The ongoing financial crisis with rising poverty and criminality, as well as ghettoization, heightens the tense atmosphere. As news of forest fires and police raids were reported, I was told that the crisis and the heat are driving people crazy. I discovered the travelogue »Journey to Portugal« by the Portuguese Nobel Prize-winning author José Saramago released in 1994. Saramago travels through hundreds of villages and cities. While he romanticizes historical architecture and landscapes, his writing is scattered with narrations of buildings that appear like “neurotic dreams”. It seemed then, that Saramago was describing the Portugal of my childhood. It became important to decipher and describe this discomfort towards Portugal.

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 ©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

 

A country with a formerly glorious past. Seemingly empty cities. A state of continuous melancholy. A fear of being spoken to. A fear of revealing that I am a foreigner. The light isn´t warm, it scorches skin, trees and landscapes. This journey to Portugal is an exploration of the feeling I carry — a simultaneity of foreignness and familiarity. The photographs are a portrait of a country I am choicelessly connected to. The loneliness that overcomes me in Portugal still has no release." 


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 ©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

http://www.ricardonunes.de/

https://app.blink.la/u/ricardonunes

 

 

14 de Março, 2018

Hamburgo: Com História e Sem Amor

Em 20 fotografias |

Hamburgo é a segunda maior cidade da Alemanha. Com uma arquitectura que chama atenção pelo aspecto incomum e cheia de padrões, personalizada, que mantêm vivos tempos passados. Durante a Segunda Guerra Mundial a cidade foi bombardeada várias vezes (entre outras catástrofes).

Encontrei um português a trabalhar no 'Hard Rock'. Dez minutos de conversa, comparações e sobre a saudade. "-Falta amor. Nesta cidade não há amor, não há o aconchego tipicamente português. A pergunta "Do you speak English?" assusta os alemães. Ficam reticentes..."

 

Está um frio de rachar e sinto um vazio do tamanho do mundo. Soletro cuidadosamente as palavras em inglês. Ninguém sorri nas ruas. Armo-me em carapau de corrida com a Canon e descubro os pequenos pormenores de uma cidade sem interesse; o tempo voa mais rápido. Percebo o perigo da solidão a 2.500 km de casa. O guardião do metro em Steinstraße é voador. Um mendigo que está ligado à terra apenas por uma vontade de voar, dorme em cima de três caixotes do lixo e a neve acumulada no chão são as nuvens. Lá está ele aos gritos, escondendo os olhos e talvez os outros sonhos. O atrasado mental sou eu: cheio de dúvidas, cheio de medos, cheio de nada e com vontade de tudo. O amor é intransmissível e insignificante nesta cidade e em tantos corações...
Diário 26/2

IMG_5218.JPG©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

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 ©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D 

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©Amaro Figueiredo | Speicherstadt | Canon EOS 1200D

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©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

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 ©Amaro Figueiredo | Altona|  Canon EOS 1200D

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©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

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©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

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©Amaro Figueiredo | Neustadt | Canon EOS 1200D

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©Amaro Figueiredo | Neustadt | Canon EOS 1200D

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©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

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©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

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©Amaro Figueiredo | Canon EOS 1200D

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©Amaro Figueiredo |  Elbphilharmonie | Canon EOS 1200D

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©Amaro Figueiredo | Elbphilharmonie  | Canon EOS 1200D

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©Amaro Figueiredo | Mahnmal St. Nikolai  | Canon EOS 1200D

Como lidamos com a memória das vítimas da Segunda Guerra Mundial? O memorial é a lembrança das vítimas da guerra (1933-1945).  A antiga igreja principal de St. Nikolai foi destruída durante as incursões aéreas em 1943.

espaçadorhttp://www.mahnmal-st-nikolai.de/

 

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©Amaro Figueiredo | Alsterfontäne | Canon EOS 1200D

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©Amaro Figueiredo | Alsterfontäne | Canon EOS 1200D

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©Amaro Figueiredo | Alsterfontäne | Canon EOS 1200D
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 ©Amaro Figueiredo | Alsterfontäne | Canon EOS 1200D

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©Amaro Figueiredo | Popeye, Olivia und Köhlbrandtreppe | Altona | Canon EOS 1200D

05 de Março, 2018

Sofia Botas (Maria Rita e Zé Pedro)

"Não lido bem com luzes apontadas. Só o meu Luz."

 

Gosto muito da Sofia. Falar da Sofia é falar de força e de determinação, da Maria Rita e do Zé Pedro, falar de família. A Sofia é professora. A Sofia é namorada. A Sofia é guerreira. A Sofia é tanta coisa... também é humor. É a minha Sofia. Este versus é um verso pessoal. 

 

"O flautista bateu à porta do presidente da Câmara.

-O que se passa?

-Temos muitos ratos.

O flautista disse: Eu trato disso.

Tocou flauta, os ratos foram atrás, até ao rio, e afundaram-se. Fim."

José Pedro

Maria Rita, queres falar sobre a mãe?
"-Quero ter as mamas da mãe."

                                          Maria Rita

 

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 ©Arquivo Pessoal 

 

Rosas vs Luzes?
 Luzes … só quero luzes com o Luz! A vida é luz!

 

Humor vs Amor?
 As duas, impossível, escolher. Sinto amor em todas as curvas do meu caminho que faço com humor.

 

Mãe vs Filha?
 Mãe. É muito mais do que eu. É incontrolável. Tenho de me empenhar para ser Eu.

 

Voltar vs Partir?
 Nunca parar… partir e voltar! É o plano.

 

Ficar vs Saudade?
 Saudade, é bom sentir saudade. Saudade implica mudança e mudar é bom!

 

Medo vs Gratidão?
 Gratidão. O medo paralisa.

 

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  ©Arquivo Pessoal 

 

Abraços vs Lágrimas?
 Sou abraçadora profissional, fiz o doutoramento. As lágrimas podem ser o corpo do abraço, do abraço bom, que enche e preenche, que nos salva, que nos leva num voo para longe, onde tudo é bom.

 

Instinto vs Conforto?
 Instinto. É primitivo.

 

Betão vs Papel?
 Qualquer uma, o que importa é escrever, desenhar, pintar, grafitar, criar…mesmo que ninguém veja.

 

Infância vs Adolescência?
 Infância e adolescência. São sinonimo de liberdade, liberdade de pensar, de sentir, de sonhar, de arriscar … dão-te aquela sensação, que é real, que tens o mundo à tua espera para descobrir, para saborear, enquanto não pagas as tuas contas!

 

“Porque não…” vs “Em suma”?
Porque não? Siga!

 

Festas vs Passeios?
Os passeios são festas! As festas são passeios!

 

Categoria vs Regra Geral?
Nenhuma! Detesto que se categorize. Não há regras gerais, se não, alguém fica de fora!

 

Fotografias vs Sonhos?
Viver!

 

“Onde está?” Vs Vamos…
Confesso que não perco muito tempo à procura…vamos! Sem dúvida, vamos! Quando vamos, encontramos!

 

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  ©Arquivo Pessoal 

 

Sabor vs Som?
Epaaaaaa…… amo saborear, tanto comida como um beijo … não vivo sem música!


Silêncio vs Barulho?
Barulho. Barulho baralhado. Barulho organizado. Barulho silenciado.

 

Noite vs Dia?
Dia!

 

Histórias vs Estórias?
História com estória.

 

Refúgio vs Os outros?
Refúgio Animal Angels! São nobres! São casa e família de todos que nada têm. Deram-me a Alice! Deram-me amor e generosidade, além de muito pêlo!

 

Obrigado, Sofia. 

 

 

 

 

04 de Março, 2018

SOPRO, de Tiago Rodrigues / TNDM II (Um Ponto Feliz)

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©Filipe Ferreira

 

“Ponto” era um profissional do teatro responsável por “assoprar”, em voz baixa, as falas que deviam ser repetidas, em voz alta, pelos actores. (PUCRS)
 
Sopro, agitação do ar provocada pela boca; assopro.

 

A peça de Tiago Rodrigues - Sopro - é um murro no estômago. Estreou no Festival de Avignon (França), foi apresentado no Teatro Nacional D. Maria II e chegou a Viseu, ao teatro Viriato, único co-produtor a nível nacional.  É um sopro. Uma sombra que permanece em silêncio (e fica quando tudo acaba). A morta. A vida. O tempo que nos faz chorar e pensar. A ruína do tanto, o verde das ervas que crescem no palco sem corpos, sem ninguém. O vento da rua.  "E, sobretudo, não morrer." Fez-me lembrar a 'Germana, a begónia' de Ricardo Fonseca Mota, interpretada pela actriz Gi da Conceição. Será a morte o mistério da vida?


"Ser vencido, talvez, mas vencido pela vida".

 

A Cristina Vidal é um ponto em movimento, a tragédia, o amor, a partida, a chegada, a sombra das sombras. "O maior elogio é ignorar a sua presença." (Gonçalo Frota, Ípsilon). A Isabel Abreu é um monstro em palco, é um teatro inteiro; fazia anos. Beatriz Brás é uma surpresa, será muitos palcos. João Pedro Vaz e o Vítor Roriz, o humor e a fantasia. A voz da Sofia Dias é comovente. 

 

Parabéns a todos os pontos (ponto)


Viseu ganhou.

Aplausos. 

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"O que aconteceria se um teatro se desmoronasse e nos seus escombros só encontrássemos um sobrevivente: o ponto? A protagonista de Sopro não é uma atriz mas uma mulher chamada Cristina Vidal, que trabalha como ponto no D. Maria II, há mais de vinte e cinco anos. Acompanhada em palco por cinco atores e centenas de fantasmas, esta guardiã de uma profissão em vias de extinção vai evocar as histórias reais e ficcionais de um teatro agora em ruínas. Que teatro habita a sua imaginação e a sua memória? Que mundo nos pode dar a ver usando apenas o seu sopro invisível?"

 

Texto e encenação Tiago Rodrigues
Com Beatriz Brás, Cristina Vidal, Isabel Abreu, João Pedro Vaz, Sofia Dias e Vítor Roriz
Cenografia e desenho de luz Thomas Walgrave
Figurinos Aldina Jesus
Sonoplastia Pedro Costa
Assistente de encenação Catarina Rôlo Salgueiro
Produção TNDM II
Coprodução ExtraPôle Provence-Alpes-Côte d’Azur, Festival d’Avignon, Théâtre de la Bastille, La Criée Théâtre national de Marseille, Le Parvis Scène nationale Tarbes Pyrénées, Festival Terres de Paroles Seine-Maritime – Normandie, Théâtre Garonne scène européenne e Teatro Viriato
Apoio Onda

 

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