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Des i - depois, em seguida

CULTURA | MUNDO | ENTREVISTAS | OPINIÃO

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Gonçalo Puga

Gonçalo Puga é asmático e consegue construir narrativas ficcionadas com uma fonte inesgotável de calorias e parentalidade. Esta diversidade significa ter as melhores crónicas humorísticas do P3. No entanto, é legendador de arte no tempo livre e comediante à noite. A partir daí, o Gonçalve Jarco nasceu. 



«Vira-se para mim e diz-me: “Se queres comer doces estás por tua conta”. Deixou-me à minha mercê e à mercê das pastelarias. O que é muito perigoso. Tem tudo para correr mal.» 

Uma freira dentro de mim

 

«A teoria das famílias numerosas está completamente invertida. Uma família não devia ser numerosa por ter muitos filhos, mas por ter muitos pais. Comprava-se um carro de família, não para pôr as cadeirinhas das crianças, mas para pôr os pais todos lá dentro. “Vá, toca a entrar. Ora bem, um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete. Estão todos?” “Não, falta o André.” “Ah, é verdade, falta a criança.”»

Uma criança precisa de dois pais (no mínimo)

 


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 ©Arquivo Pessoal

 

Terapatife VS Gigabiltre?
Gigabiltre. Gosto mais de biltres.

 

Co-worker VS Deus?
Agora é que me lixaste. Acho que Deus. Pelo menos não é um anglicismo e posso imaginá-lo como quiser. À minha semelhança, por exemplo. Ou à de uma ténia.

 

Amor VS Humor?
Talvez pistáchio. Não sei. Escolho humor, porque tem mais uma letra. Ganha no foto-finish.

 

Altifalante VS Liberdade?
Altifalante. O que seria da liberdade sem um altifalante? Ou sem um megafone, por exemplo? Como é que o pessoal gritava palavras de ordem sem isso? Não dava sequer para fazer o 25 de Abril. Ainda estávamos em ditadura, provavelmente.

 

Perguntas VS Respostas?
Fica sempre bem responder perguntas, porque as respostas são muito definitivas e tal. Por isso escolho respostas, só para variar.

 

Santos Populares VS Santas Populares?
Isso dava um belo combate de luta livre. Santo António, São Pedro e São João contra umas santas quaisquer - a Santa Apolónia, a Santa Joana Princesa e a Santa Comba Dão, por exemplo. Eu apostava nas santas. Mas continuo a preferir o Alien vs Predador.

 

Aproveitar VS Sonhar?
Aproveitar. Há que gozar os momentos possíveis, porque sonhar é quase automático. Até a dormir conseguimos fazê-lo.

 

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  ©Arquivo Pessoal

 

Sorte VS Mudança?
Mudança. De preferência com alguma sorte.

 

Autocolantes VS Pessoas?
Autocolantes. Agora que estamos perto do Mundial de futebol a prioridade é fazer a caderneta.

 

Talento VS Espanta-espíritos?
Talento. Porque sem isso não é possível fazer espanta-espíritos. Se alguém disser que os melhores criadores de espanta-espíritos são puro trabalho, isso é mentira.

 

Mente VS Corpo?
Acho que vou escolher a mente. Se bem que a mente sem o corpo não dá muito jeito. Porque depois arrasta-se muito pelo chão.

 

Ciência VS Mito?
Ciência. Acho que faz falta mais ciência. Bitaitamos de mais. Especialmente eu.

 

Escrever VS Ler?
Escrever. É mais doloroso, mas traz outra recompensa. Se bem que ler é bom. Se me dessem uma biblioteca jeitosa e me dissessem “Agora ficas aqui a ler até morreres!”, eu talvez alinhasse nisso.

 

Passado VS Futuro?
O que é o futuro sem o passado e tal e coiso? Como sou meio nostálgico vou escolher o passado. Mas sempre com o futuro debaixo de olho, esse maroto.



Emojis VS Abraços?
Pois, abraços. Sou uma pessoa de meia-idade, que confunde emojis com emoticons, por isso vou dar uma de analógico.

 

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 Desenho de Paulo Puga 

 

Nu VS Silêncio?
Acho que silêncio. Não tenho nada contra nudez, pelo contrário. Mas se tiver uma pessoa nua à frente enquanto trabalho, isso acaba por distrair um bocado. Se for uma pessoa nua barulhenta, ainda pior.

 

Inclusão VS Gratidão?
Gratidão. Porque reconhecer ou ser reconhecido são coisas boas. Enquanto inclusão tanto pode ser abertura aos outros, como querer pertencer ao grupo, o que é um bocado adolescente.

 

Imaginário VS Autêntico?
Vou pelo imaginário. Faz-me lembrar aquela música dos Ban “Dá-me o irreal, o imaginário”. Anos 80 no seu melhor. Deve ter sido das poucas bandas que produziu um presidente de clube de futebol.

 

Prática Vs Rendição?
Prática. Porque rendição não soa muito bem. A não ser que seja perante uma coisa muito boa. Aí sim, é giro.

 

Jarco VS Shin Chan?
Jarco. Uma vez que nunca tinha ouvido falar do Shin Chan. O que é uma grande falha da minha parte, a avaliar por esta notícia que transcrevo na íntegra do site Delas.pt:


«A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) determinou que ‘Shin Chan’ só deverá ser emitida pela televisão portuguesa em “horários após as 22h30”. A deliberação surgiu depois de o regulador ter recebido, entre 6 de dezembro de 2016 a 24 de janeiro deste ano, 105 queixas de espectadores contra um episódio da série de anime transmitida no nosso país pelo canal Panda Biggs.
O Instituto de Apoio à Criança, a Ordem dos Enfermeiros, o Projeto Criar e a Secretaria-Geral do Ministério da Saúde foram algumas das entidades que manifestaram preocupação com o capítulo em questão, emitido a 27 de novembro do ano passado, alegando que o mesmo continha cenas que poderiam remeter para atos de pedofilia ou pornografia.
Uma dessas cenas foi descrita pela Ordem dos Enfermeiros: “Duas personagens vestidas como enfermeiras, no âmbito de uma unidade de saúde, realizam um exame ao ânus da personagem principal – uma criança de cinco anos, de nome Shin Chan – exame que passa por penetração com os dedos e sugestão de penetração com objetos, acompanhado de comentários sobre a alegada perfeição do ânus e imagens e sons de sofrimento da mesma criança”.
O Panda Biggs respondeu, contextualizando que “o pai de Shin Chan é submetido a uma operação às hemorróidas, (…) está muito queixoso, enquanto o filho está sempre a fazer traquinices e a gozar com ele”. “Shin Chan andava pela clínica a mostrar o rabinho a toda a gente, a médica que tinha operado o pai e que fazia a ronda com as enfermeiras pelos pacientes, aproveita o momento para analisar o rabo de Shin Chan”, descreve o canal à ERC.
O regulador concluiu que “não se poderá considerar que a cena em causa consista em abuso sexual ou pedofilia”. No entanto, “após a visualização daquela cena num contexto descontraído e humorístico de desenho animado, as crianças podem ser levadas a não encontrar diferenças relativamente a outros atos que, sendo aparentemente semelhantes, revestem-se das maiores diferenças, consistindo em abuso sexual de menor”, lê-se na deliberação.
O organismo que regula a comunicação social alertou, assim, “o Panda Biggs para a necessidade de adequar os conteúdos que emite ao seu público-alvo” e foi com este objetivo que pediu para que a ‘Shin Chan’ seja emitida “após as 22h30”, quando é “menos provável” que seja assistida por “as crianças mais novas”.»

 

Obrigado, Gonçalo. 

11º Festival Internacional de Música da Primavera

 

Viseu não é uma cidade simples. É uma cidade com vida, quer queiramos admiti-lo ou não. Apesar de todos os problemas que tantos insistem em trazer ao de cima, Viseu continua a ser uma cidade com movimento, iniciativa e cultura. Achamos sempre que é pouco, e em certas coisas até poderá ser. Contudo Viseu é uma cidade onde há espaço para todo o tipo de cultura.

Pela décima primeira vez, com o apoio do Município de Viseu, o Conservatório Regional de Viseu Dr. Azeredo Perdigão apresenta o Festival Internacional de Música da Primavera. Com uma grande variedade de concertos, concursos de instrumentistas, masterclasses, concertos pedagógicos, incluindo também o Concurso Internacional de Guitarra, a cidade de Viseu vai ficar preenchida com musicas que soarão das grandes salas da cidade, desde o Clube de Viseu, Catedral, Igreja da Misericórdia, Aula Magna do IPV, entre outros locais.

O mês de abril, será, portanto, um mês recheado com grandes músicos e grandes concertos. O bilhete para cada um dos concertos é de 5€.

Perder oportunidades como estas é deixar de lado o valor e o trabalho do que ainda se vai fazendo pela cultura neste país onde se privilegiam coisas banais e se esquece daquilo que enriquece as mentes e não esvazia as carteiras.

Para quem quiser ver melhor o programa, poderá visitar a página (aqui).

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No passado domingo, pelas 17horas, aconteceu um grande concerto na Igreja da Misericórdia, onde foi possível ouvir-se composições de François Couperin no magnífico órgão de tubos daquela igreja.

Deixo um pouco do que se pode escutar.

 

 

 

Espero, sinceramente, que todos aqueles que consigam assistir a alguma destas atividades, que o faça, também com o intuito de crescer culturalmente.

Ao Conservatório Regional de Viseu Dr Azeredo Perdigão e ao Município de Viseu, os mais sinceros parabéns por mais um ano com esta iniciativa e que tornem a nossa cidade, cada vez mais, fonte de cultura para todos aqueles que dela desejam beber.