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CULTURA | MUNDO | ENTREVISTAS | OPINIÃO

05 de Fevereiro, 2021

CONFINS DA INFÂNCIA, DE LAINS DE OURÉM (ILUSTRAÇÃO DE ANA OLIVEIRA)

«De tudo o que falta

Só lembramos o pormenor

Após a morte.»

20210205_151312 - Cópia.jpg

©des

 

O livro “Confins da infância”, de Lains de Ourém, é um livro poético de actos de dar sem pedir; a verdadeira felicidade está em dá-la. É muito raro ver este posicionamento num livro de poesia.

Para o Lains, parece que para se ser de verdade é necessário, antes de tudo, ter infância de ninho; e depois, encontrar o verdadeiro lugar, a pátria e o “suor da própria mão”.

Lains conseguiu ser-se livre e esquecido de si próprio em cada poema; evidenciou a famosa frase de Jean-Paul Sartre (1905-1980): «o outro é o meu inferno»; seguir (n)a sua liberdade e (n)o seu esquecimento (eu existo mas depois existe o cheiro do frio, as chaminés, os pássaros, as madrugadas, os baloiços de corda). Devemos ser sinceros, mesmo por entre as descobertas ou travessias difíceis.

“Confins da Infância” é para ser lido como uma aventura de pensamento e vida, um encontro único e inefável com o nosso próprio ser. Importa reforçar que o poeta não simplifica o que não deixa de ser complexo.

As sensíveis ilustrações de Ana Oliveira ajudam na leitura e no encontro com a liberdade.

Boa leitura. 

20210205_151312.jpg©des

 

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