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Des i - depois, em seguida

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Diogo Santos

"Não é o ritmo nem os passos que fazem a dança

Mas a paixão que vai na alma de quem dança."

                                                                                   Augusto Branco

 

 

Diogo é português, tem 21 anos e é formado em Dança Contemporânea pela Northern School of Contemporary Dance (Reino Unido), uma das mais reconhecidas escolas de dança da Europa, de onde saíram artista como Fleur Darkin, Tom Roden, Robert Hylton, entre outros.

A dança é um sonho de criança. O apoio dos progenitores, conhecendo as inúmeras dificuldades da profissão, não faltou e foi fundamental para se sentir seguro. Não ser capaz de atingir os seus objectivos é um dos seus maiores medos.

 

Participou em vários espectáculos de dança e apresentou as suas peças I Want Candy, How Far Can We Go e Fragmentos de um Ego de Porcelana. Em 2016 recebeu o prémio Creative Contribution Award e em 2018 o Creative Award

 

Áustria será o seu novo palco. Boa sorte, Diogo.

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 ©Ben Harris

 

Gratidão VS Conforto?

Eterna gratidão pelo apoio todo que venho a receber ao longo destes anos.

 

Medo VS Partir?

Medo de partir, medo do desconhecido. Tenho dificuldade em atirar-me para o futuro. Gosto de ter tudo controlado.

 

Sonho VS Música?

Sonhar é minha maior fonte de inspiração. É umas das coisas que espero que nunca acabe, cada vez tem sido mais difícil. Quanto mais cresço menos sonho. Gosto de viver o passado.

 

Afectivo VS Hedónico?

Afectivo. Demasiado afectivo.

 

Lugares VS Pessoas?

Pessoas. Preciso delas perto de mim seja onde for. Não gosto de estar muito tempo sozinho.

 

Dança Moderna VS Dança contemporânea?
Têm tantas diferenças como semelhanças mas ambas são bastante importantes nos meus processos de criação e no meu desenvolvimento enquanto artista. A minha formação vem um pouco dos dois lados, por isso, sou bastante influenciado pelas suas técnicas variadas.

 

Criar VS Recriar?
Gosto sempre de partilhar algo que para mim seja estimulante e diferente. É algo que vem de mim, eu prefiro criação porque tenho a necessidade de explorar algo novo.

 

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©Jack Butler Photography

 

Sensação VS Ver ?

Ver é algo mais externo, mais longínquo e frio. A sensação trás uma energia diferente, é um beneficio não só para o meu corpo mas também pela forma como ajuda o meu cérebro a trabalhar.

 

Amar VS Rir?

Fazer rir. Sou uma pessoa muito bem-humorada.

 

Ansiedade VS Calma?

Ansiedade, stress. Gosto de trabalhar sobre pressão.

 

Felicidade VS Acaso?

Acaso. Há qualquer coisa que me fascina na imprevisibilidade. Fez-me criar imensas memórias é entusiasmante.

 

Tolerância VS Preconceito?

Quando uma pessoa é tolerante também tem mais espaço para abrir novas portas. 

 

Sozinho VS Acompanhado?

Acompanhado mas o que move as minhas ambições é a ausência.

 

Ágil VS Efémero?

Todos os performers são efémeros, não é uma decisão que nós tomamos. Vivemos o momento tal como é, e moldamo-nos conforme é preciso. É difícil de trabalhar esta qualidade porque tem que se estar alerta a todos os detalhes e estar habituado à constante mudança. As coisas nunca são iguais e nunca serão como imaginamos.

 

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 ©Jack Butler Photography

 

'You are enough' VS 'You're doing the best you can' ?

You are always enough!! Por vezes é difícil de acreditar em mim próprio, mas ao mesmo tempo, acaba sempre por ser recompensador.

 

Abraços VS Redes Sociais?

Abraços, o carinho é algo que preciso perto de mim.

 

Coração VS Mente?

Mente. Sou apaixonado por seres que levam o pensamento ao extremo.

 

Às vezes VS Talvez?

Às vezes, tenho a segurança de que algo possa acontecer novamente.

 

Silêncio VS Saudade?

Por vezes a saudade leva ao silêncio. Tenho saudades de memórias que fui esquecendo.

Rua VS Palco?

Tanto olho para as ruas e para os palcos como espaços capazes de construir e partilhar mensagens. Escolho aquele que me abraçar primeiro.



Obrigado, Diogo.