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CULTURA | MUNDO | ENTREVISTAS | OPINIÃO

17 de Fevereiro, 2021

FILIPA VALE

Adorava imitar a avó materna desde que era pequena. Herdou a paixão pela moda e aos 6 anos decidiu ser estilista. As bonecas eram as suas maiores clientes, construindo uma história para cada peça terminada.  

Hoje, licenciada em Designer de Moda, Filipa Vale continua a contar histórias com e nos seus trabalhos, refletindo emoções. Os pormenores nas suas criações acrescentam singularidade e textura ao resultado final.

Tem o sonho de poder “abrir e manter um atelier, pelo menos, na capital de cada país”.

Saiba mais aqui.

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©Miguel Jorge

DES: Quando começaste a interessar-te pela moda?  

Filipa Vale: Eu desde pequena que dizia que o que queria ser era designer de moda. Já nessa altura desenhava e tentava costurar... para as minhas bonecas.

 

DES: Em que medida é que a sensibilidade é importante no processo criativo? 

Filipa Vale: A sensibilidade é importante no processo criativo, uma vez que está ligada às emoções de cada indivíduo. Por norma a criatividade surge conforme o nosso estado de espírito e o que nos rodeia.

 

DES: Qual é o papel da moda na tua vida? 

Filipa Vale: A moda é importante para mim, quero viver dela, com isto quero dizer que quero fazer da moda a minha vida. 

 

DES: Preferes a ideia ou a concretização?  

Filipa Vale: Não consigo escolher. Gosto de idealizar a roupa, e gosto também do facto da poder concretizar.

 

DES: Qual a peça que mais gostaste de fazer até hoje? Porquê? 

Filipa Vale: Não tenho como escolher, talvez a primeira peça que fiz. Foi uma blusa. Quando recebi a minha primeira máquina, peguei em tecidos que tinha e assim surgiu a blusa.

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©Miguel Jorge

 

DES: O que consideras um trabalho irreverente? 

Filipa Vale: Todos os trabalhos que sejam feitos com paixão e consideremos também as peças conceituais e criativas.

 

DES: O espaço e o tempo dinamizam a moda?  

Filipa Vale: Sim, uma vez que o tempo e o espaço estão sempre em constante alteração, a moda acompanha-os.

 

DES: O que mais te inspira no outro e porquê? 

Filipa Vale: A inspiração não passa de um estímulo, o qual pode chegar a nós de qualquer lado ou forma, e até mesmo de outros. Ao ver os trabalhos de outras pessoas, também ajuda numa busca pela inspiração.

 

DES: Qual foi a maior aventura que te aconteceu ligada à moda? 

Filipa Vale: Ainda não tive assim nenhuma aventura que fosse ligada à moda.

 

DES: Qual a peça com o processo mais difícil de concretizar? 

Filipa Vale: A peça de vestuário que mais tempo consome e que possui um grande nível de dificuldade são os casacos. Peças que necessitam de ser forradas e ainda possuem bastantes detalhes.

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©Miguel Jorge

DES: Qual foi a coisa que te disseram sobre o teu trabalho que mais te marcou até hoje? 

Filipa Vale: Não me lembro de algo que me tenha marcado. Mas é bom ouvir quando as pessoas dizem que estão orgulhosas, para acreditar em mim, porque terei sucesso.

 

DES: Com quem gostavas de trabalhar? 

Filipa Vale: Um dos Designers com quem gostava de ter tido a oportunidade de trabalhar era Lagerfeld. Na ModaLisboa, acabei por encontrar um designer que achei bastante interessante e com quem me identifiquei bastante... Gonçalo Peixoto. 

 

DES: O amor rima com caminho? 

Filipa Vale: O amor tem uma grande importância na nossa vida. Podemos encontrar o amor em várias situações, mas a nível profissional, o amor por aquilo que fazemos é o que nos faz chegar longe e concretizar os nossos objetivos.

 

DES: Há algum obrigado por dizer?  

Filipa Vale: Há muitos obrigados por dizer. Primeiramente e principalmente aos meus pais, que sempre acreditaram e me apoiaram em tudo, sempre fizeram um esforço para que o meu sonho passasse a ser real. Depois a minha família que também sempre me apoiou e os meus amigos que sempre estiveram lá para mim.

 

DES: No futuro quais sãos os teus objectivos?

Filipa Vale: O meu objectivo é conseguir que as minhas criações sejam conhecidas não só em Portugal, como no mínimo pelo resto da Europa. Também faz parte da minha lista, conseguir abrir e manter um atelier, pelo menos,  na capital de cada país. 

DES: Obrigado. 

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