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Des i - depois, em seguida

CULTURA | MUNDO | ENTREVISTAS | OPINIÃO

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Guilherme Fernandes

Apoio o Guilherme incondicionalmente. Deixo-o escrever, que enquanto escreve não me mói o juízo. 

Cris Anne, esposa 

 

O Guilherme é escritor e humorista, Sim, esse Guilherme Fernandes; pai, marido, benfiquista, Anti ClickbaitMargem sol (Um Folhetim do Quotidiano do Nosso Melhor Lado) e nunca foi fotografado por nenhum profissional (algum voluntário ou crowdfunding, já!). Gosta de deixar as reflexões só para as vésperas dos dias de voto. 

 

"O meu filho quer um skate.
Vou comprar, custa-me à brava arrancar-lhe os dentinhos de leite."

 

"Caiu outro dente ao meu filho, lá vai outra moeda para a fada dos dentes.

Estou farto de sustentar fantasias. É que hoje é os dentes, amanhã é um curso superior."

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  ©Arquivo pessoal

 

Amor VS Humor?

Apesar de achar que as duas se complementam, escolho o Amor. Não conseguiria escrever algumas das coisas que escrevo sem o apoio incondicional da minha mulher e do meu filho, principais fontes da minha, vá, chamemos-lhe "inspiração".

 
Factos VS Argumentos?
Argumentos, que eu sou fiel à minha Pátria e toda a gente sabe que na Política e na Justiça portuguesas, contra bons argumentos, não há factos.
 
Luz VS Escuridão?
Luz, sem dúvida. Odeio ser deixado no escuro em tudo aquilo em que estou envolvido. Comunicação, sempre.
 
Câmbio VS Stage Fright?
Câmbio, de preferência de emprego e para uma coisa que goste de fazer e onde ganhe bué milhões. Mas a sério, sim, câmbios. É inevitável, ou não fosse essa a minha profissão. É aquilo que põe comida na mesa e a ideia de perder o emprego é bem mais assustadora que subir a um palco.
 
Família VS Benfica?
Estão as duas muito interligadas, mas teria que dizer a família, porque me faz chorar só de felicidade. A não ser que morra alguém, aí também seria de tristeza. A não ser que eu não gostasse desse tio porque ele me sentava no colo dele e.... podemos avançar?
 
Pulp Fiction VS Kill Bill?
Sou fã incondicional do Tarantino em particular e do Cinema em geral. Mas escolho o Pulp Fiction. Porque conta com a participação da Maria Medeiros, porque foi o primeiro filme que me deu a conhecer o Tarantino e porque tem uma frase do personagem Marsellus Wallace que nunca quero ouvir dirigida a mim, que é: "You hear me talkin', hillbilly boy? I ain't through with you by a damn sight. I'ma get medieval on your ass."
 
Autocolantes VS Talento?
Talento. O verdadeiro talento dos outros, seja em que área for, inspira-me profundamente a querer ser melhor também naquilo que faço.
 

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  ©Arquivo pessoal

 
Telemóvel VS Abraços?
Já fui mais pessoa de pessoas do que sou. Ainda assim, prefiro o quentinho de um abraço amigo, de dor, de amor ou da alegria de um golo do Benfica. Abraços aquecem o coração.
 
Inclusão VS Gratidão?
Só não excluí esta pergunta para não parecer um ingrato ao convite que me foi feito por vocês. É muito difícil responder a isto, porque acredito que são totalmente a metade uma da outra. Devemos ser gratos por aquilo que temos, mas temos que insistir e persistir na inclusão de quem não tem, de quem luta por melhores condições de vida.
 
Segredos VS Casamento?
Esta é fácil. Ninguém consegue aguentar um casamento saudável e para toda a vida sem segredos. Só isso.
 
Cara VS Coroa?
Não sei, atiramos moeda ao ar? Cara, sem dúvida. Acredito muito mais no sorriso de uma pessoa do que no dinheiro de outra.
 
Sátira VS Fanfarronice?
Sátira. Toda a minha vida é uma sátira. E mal escrita. Possivelmente por algum fanfarrão que pensava que sabia escrever argumentos de vida em sátira como gente grande.
 
Às Vezes VS Desta Vez? 
"Desta vez", apesar de isso ser uma expressão sportinguista. "Desta vez", porque gosto de meter tudo o que tenho naquilo em que me envolvo. "Às vezes", só ganzas.
 
Ecos VS Reflexão?
Ecos. Gosto de deixar as reflexões só para as vésperas dos dias de voto. Como escritor/humorista, são os ecos - positivos ou negativos - daquilo que digo e escrevo que me fazem avançar.
 

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  ©Arquivo pessoal

 

Estudo VS Improviso?
Estudo e experimentação. O improviso viria por acréscimo. A única coisa em que fui bom a improvisar foi na adolescência, quando tinha que dizer aos meus pais onde é que tinha rebentado a mesada toda ao fim de três dias.
 
Margem VS Barragem?
Margem. Sul. Margem sul, que é onde cresci e onde vivo. Vocês acreditam que cresci no coração da margem sul e não percebo nada de carros? Nem sequer de como gamá-los.
 
Confiança VS Tempo?
Não confio no Tempo nem no seu poder curativo. Confio em mim e nos que me são próximos.
 
Zoom VS Zapping?
Zoom. Gosto de parar naquilo que gosto e saber mais sobre o porquê de aquilo me ter parado ali. Qualidade em vez de quantidade.
 
Liberdade VS Colapso?
Posso dizer-vos que já colapsei uma vez e no fundo estava uma porta onde encontrei a minha liberdade. Saber o que é cair para saber dar valor à capacidade que temos de nos levantar. Liberdade para todos, menos para os pedófilos. 
 
Escrever VS Rir?
Rir. Aprender a rir-me de mim próprio, da minha desgraça e da desgraça alheia, foi o mote para conseguir soltar a escrita. Se não me souber rir, nunca conseguirei escrever para fazer rir os outros.
 
Obrigado, Guilherme.