Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Des i - depois, em seguida

CULTURA | MUNDO | ENTREVISTAS | OPINIÃO

Des i - depois, em seguida

CULTURA | MUNDO | ENTREVISTAS | OPINIÃO

MARISA MERZ | The Sky is a Great Space | Serralves

beijo.jpg

©Amaro Figueiredo |  Sony E5603 

 

"Merz empurrou os limites de maneiras que revelaram 
quais eram e onde se encontravam esses limites,
e transformou a fricção em obra perspicaz e estimulante.”
Peter Schjeldahl
The New Yorker, 30 de Janeiro, 2017

 

27947186_1784200261627954_223385270_o.jpg

©Amaro Figueiredo |  Sony E5603

28001398_1784200348294612_484456026_n.jpg

©Amaro Figueiredo |  Sony E5603

 

27946176_1784200158294631_381785807_o.jpg

©Amaro Figueiredo |  Sony E5603

 

27935634_1784200484961265_433618701_n.jpg

©Amaro Figueiredo |  Sony E5603

 

27994088_1784200338294613_154216628_n.jpg

©Amaro Figueiredo |  Sony E5603 

 

27935429_1784200151627965_1571137507_n.jpg

 ©Amaro Figueiredo |  Sony E5603

 

melhor.jpg

©Amaro Figueiredo |  Sony E5603 

 

28034035_1784200238294623_1131537858_o.jpg

©Amaro Figueiredo |  Sony E5603 

 

27990715_1784200188294628_932798457_o.jpg

©Amaro Figueiredo |  Sony E5603 

melhor 2.jpg

 ©Amaro Figueiredo |  Sony E5603 

 

28034052_1784200511627929_1727661292_o.jpg

©Amaro Figueiredo |  Sony E5603 

 

 

https://www.serralves.pt/pt/actividades/marisa-merz-o-ceu-e-um-grande-espaco/

 

«Em janeiro de 2018, o Museu de Arte Contemporânea de Serralves apresentará "The Sky is a Great Space”, uma exposição retrospetiva da pintora e escultora italiana Marisa Merz (1926, Turim, Itália). Organizada pelo Hammer Museum, Los Angeles, e pelo The Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque, a mostra vai agora ser apresentada na Europa em colaboração com o Museu de Serralves e o Museum der Moderne Salzburg, Áustria.
 
A exposição, desenvolvida em colaboração com a Fondazione Merz, em Itália, reúne cinco décadas de obras da artista e inclui as primeiras experiências de Merz no contexto da Arte Povera com materiais e processos não tradicionais; as cabeças e rostos enigmáticos que criou nas décadas de 1980 e 1990; e as instalações que conciliam a intimidade com uma escala impressionante.
 
"A obra de Marisa Merz existe na interseção entre a arte e a vida que se tornou tão central à prática contemporânea”, afirmou Connie Butler, a curadora da exposição. "O corpo da sua obra, desafiadora e evocativa, é profundamente pessoal, tanto uma resposta à sua própria experiência, como à história da arte e à atmosfera contemporânea de Turim e da Itália do pós-guerra.”
 
Marisa Merz alcançou o reconhecimento internacional como membro do círculo de artistas associados à Arte Povera no final da década de 1960. Movimento de vanguarda que rejeitou a riqueza material da Itália a favor de materiais "pobres”, a Arte Povera foi identificada com o radicalismo do movimento estudantil, mas proclamou não ter um credo estilístico ou ideológico, exceto a negação dos códigos existentes e das limitações do mundo da arte.
 
A obra mais antiga de Merz, iniciada cerca de 1966 na casa que partilhava com o marido, o artista Mario Merz, é Living Sculpture, um emaranhado de alumínio modelado pendurado do teto que combina arestas metálicas afiadas e ásperas com contornos suaves e biomórficos, expandindo o conceito de "mobile” até se tornar um colosso. No final da década de 1960, Merz passou a criar uma série de obras poderosas a partir de materiais não tradicionais que tomavam por referência a sua vida familiar e a tradição italiana mais vasta do polimaterialismo: esculturas de cobertores enrolados amarrados com fio de nylon que eram usadas ocasionalmente como adereços nas performances que o marido fazia; um baloiço de contraplacado para a filha que alia o rigor da escultura à brincadeira jovial; e uma série de esculturas de fio de nylon tricotado, incluindo os sapatos que a própria artista às vezes usava.
 
Na década de 1970, as instalações típicas de Merz em materiais pobres — delicado fio de cobre, taças de água salgada, agulhas de tricô — tornaram-se cada vez mais complexas. Após 1975, a artista começou a esculpir uma série de pequenas cabeças, muitas vezes modeladas em barro não cozido. Estas foram apresentadas na década de 1980 e tornaram-se emblemáticas da sua prática artística e dos seus trabalhos mais tardios.
 
Nas últimas duas décadas, a obra de Merz tornou-se ainda maior e mais complexa. As peças individuais continuam a ser integradas em instalações multimédia de tamanho e complexidade variável. A sua pintura e a obra gráfica também se tornaram mais elaboradas, combinando elementos de colagem e diversos materiais, incluindo fita adesiva, espelhos, molas para papel, tampas de garrafas e pigmentos metálicos, assim como um grupo recente de grandes pinturas de anjos alados, que contrastam a impressionante beleza com uma surpreendente ausência de sentimentalismo.
 
Marisa Merz recebeu o Leão de Ouro da Bienal de Veneza em 2013 por "Lifetime Achievement”.Marisa Merz é a única mulher protagonista do importante grupo da Art Povera. O marido de Marisa, Mário Merz (um dos maiores artistas italianos da segunda metade do século XX), foi objeto de uma exposição na Casa de Serralves, comissariada pelo então Diretor de Serralves, Vivente Todoli, no inicio de 1999, "A CASA FIBONACCI" - MARIO MERZ”.
 
Esta exposição é uma importante itinerância internacional. "Marisa Merz: The Sky Is a Great Space” foi originalmente organizada pelo Hammer Museum, Los Angeles, e pelo The Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque. A exposição na Europa é coorganizada pela Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea, Porto, e pelo Museum der Moderne Salzburg, Salzburgo. A exposição foi desenvolvida em colaboração com a Fondazione Merz, em Itália. A exposição é comissariada por Connie Butler, Curadora Principal, Hammer Museum, e Ian Alteveer, Curador, Departamento de Arte Moderna e Contemporânea, The Metropolitan Museum of Art.

 

 

 

1 comentário

Comentar post