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Depois em Seguida

CULTURA | MUNDO | ENTREVISTAS | OPINIÃO

13 de Maio, 2020

#odiaemqueopoemarebentoudochão, Cidálio Castro

cidálio.jpg

©Carlos Daniel Marinho 

 

Calafrio!

 

Quando surgir um novo resto,

Um fio fino de suporte.

Quando germinar do pó 

Outra realidade viva

Que, do pensamento,

Extinga a morte.

Quando, do tudo, agora nada,

Sobrar um gesto e um sorriso,

Um penso rápido e preciso,

Um brilho sem o cinza escuro que escurece em permanência.

Quando expelirmos o grito que agora está contido.

Quando pudermos partilhar diários de pequeno ser aflito, em abstinência.

Quando, se o quando aqui chegar, for meia noite em ponto,

Aí faremos danças feiticeiras,

Buscaremos os entes nossos

Abanando hastes e bandeiras

E daremos abraços infindáveis.

Depois, logo depois, 

As vidas salvas seguirão os dias,

Farão esquecimentos,

Tacharias,

Até serem rasgadas as folhas pagináveis...

Até um outro desafio.

Aurora apática,

De curto... 

Imperdoável calafrio!

 

 

Cidálio Castro 

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