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CULTURA | MUNDO | ENTREVISTAS | OPINIÃO

14 de Maio, 2020

#odiaemqueopoemarebentoudochão, Paulo Costa

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©Carlos Daniel Marinho

 

Amor despessoal

Entorpecido por um sol molhado,
refugio-me na sombra fugidia dos telhados
que namoram um céu transparente.
Nas janelas pasmadas e varandas sorumbáticas,
pardais consertam as asas e os gatos lambem o tempo.
Na rua, rostos de pedra,
sulcados por ácidas lágrimas,
ignoram-me no destempo das suas desvidas,
enquanto, nas beiradas, sardinheiras e pombos esquecidos
me espreitam a letargia em que amo (secretamente) despessoas.

Paulo Costa 

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