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CULTURA | MUNDO | ENTREVISTAS | OPINIÃO

15 de Maio, 2020

#odiaemqueopoemarebentoudochão, Ricardo Belo de Morais

belo mrais.jpg

© Carlos Daniel Marinho


Eu De Terra

 

Coloco-me de frente para a lanterna de interrogatórios

em suspensão desequilibrada de azeite sobre água.

Misturo meia parte de mim noutra esquiva de mim mesmo,

fúria ferida de hélices em mar calmo de incertezas.

 

Desaguo em espirros fora de borda sem salvação de colete,

cornucopiano caleidoscópio de luzes absortas em negro.

Mar de terra prenhe de húmus que gera raízes suspensas,

Eu espinha dorsal

Eu ramos verdes

Eu folhas

Eu seiva

Eu explosão de inocência mascarada

Eu Génesis de culpa descarada

 

Eu tanto!

Eu tão tudo!

E sem ti, tão nada...

 

Ricardo Belo de Morais

 

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